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O que É
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O que É > PROGRAMAÇÃO |
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Teatro Municipal de Faro | Dia 7 | 18h30 - Clássicos (alguns...)
Teatro Municipal de Faro | Dia 7 | 21h30 - Técnicas (algumas...)
Teatro Municipal de Faro | Dia 8 | 18h30 - Imaginários (alguns...)
Teatro Municipal de Faro | Dia 8 | 21h30 - Pierre Hébert, uma viagem na presença do autor
Teatro Municipal de Faro | Dia 9 | 21h30 - Uma década de (alguma...) Animação Portuguesa
Teatro Municipal de Faro | Dia 7 | 18h30
Clássicos (alguns...)
Winsor McCay - THE SINKING OF THE LUSITANIA, EUA, 1918, 12’
Viking Eggeling - SYMPHONIE DIAGONALE, Alemanha/Suécia, 1924, 7’
Otto Messmer - FELIX IN HOLLYWOOD, EUA, 1923, 8’
Walt Disney - STEAMBOAT WILLIE, EUA, 1928, 8’
Dave Fleischer – SNOW WHITE (BETTY BOOP) , EUA, 1933, 7’
Ladislas Starevitch - LE RAT DE VILLE ET LE RAT DES CHAMPS, União Soviética, 1926, 14’
Berthold Bartosh - L'IDEE, França, 1932, 30’
Norman McLaren - BLINKITY BLANK, Canadá, 1955, 5’
Len Lye – FREE RADICALS, Reino Unido, 1958, 5’
Jirà Trnka - THE HAND, Checoslováquia, 1965, 18’
Total – 116’
Entrada livre
THE SINKING OF LUSITANIA, Winsor McCay, EUA, 1918, 12’
Recriação do naufrágio do navio Lusitânia provocado por um ataque de um submarino alemão durante a I Grande Guerra, teve como propósito despertar sentimentos anti-germânicos nos norte-americanos e assim convencê-los a vir ajudar militarmente os Aliados.
O último filme de McCay é o seu mais admirável filme. ‘The Sinking of the Lusitania’ foi a sua versão do incidente que custou a vida a 1200 passageiros do navio Lusitania, torpedeado por um submarino alemão. Demorou dois anos a ser feito e envolveu 25.000 desenhos. O filme mostra tal tragédia de uma maneira sofisticada, com frequentes mudanças de pontos de vista, acima e abaixo da linha de água, e uma montagem dramática muito eficaz. Animação com tal complexidade e subtileza só voltou a ser vista nas primeiras longas metragens de Disney.
In www.anim8ed.org.uk/resources_index_mccay.asp
Mais informações sobre o realizador em
http://en.wikipedia.org/wiki/Winsor_McCay
SYMPHONIE DIAGONALE, Viking Eggeling, Alemanha/Suécia, 1924, 7’
Viking Eggeling ficou famoso por transferir a escrita hierática e figures geiométricas para largos rolos de papel. O seu filme Symphonie Diagonale está relacionado com esta técnica e a tentative de Eggeling para usar sÃmbolos abstractos como a base de uma nova linguagem universal. Não só Eggeling procura, com este filme, uma precisa linguagem visual do movimento, mas ele deve ser mesmo comsiderado como a ‘primeira’ verdadeira abstracção no cinema de animação: o movimento de figuras abstractas brancas sob um fundo negro.
In http://www.acmi.net.au/experience/images/
Mais informações sobre o realizador em
http://www.roberthaller.com/firstlight/
FELIX IN HOLLYWOOD, Otto Messmer, EUA, 1923, 8’
A criação de Otto Messmer e Pat Sullivan, Felix o Gato, foi o primeiro personagem de cartoon popular na história do cinema. Neste filme, após um gag inicial envolvendo pastilha elástica e sapatos, Felix transforma-se numa mala de viagem para ir para Hollywood, o que é bastante representativo da natureza fantástica destes cartoons. Em Hollywood Felix conhece os seus pares, como Chaplin (que muitos consideram ser a maior influência de Felix o Gato), que para além deste filme foi também caricaturizado noutros da série. Felix encontra também caricaturas de Ben Turpin, William S. Hart, Douglas Fairbanks, Cecil B. DeMille e do Presidente da Motion Picture Association of America, Will Hays. ‘Felix in Hollywood' é um dos primeiros esforços cinematográficos de retratar estrelas de cinema, algo que os Looney Tunes foram depois célebres a fazer. Adicionalmente, a imagem de Felix foi amplamente desenvolvida em produtos de merchandising – estratégia que Disney veio a capitalizar para as suas próprias criações.
Este filme é um dos melhores de todos os tempos e a prova de que o som e a cor não são requisitos imprescindÃveis para a qualidade de uma obra. De facto, este cartoon usa (e iniciou alguns) gags e estratégias que se tornaram standards na animação, como o de uso de balões de fala (o que era compreensÃvel dado que Felix ‘saltou’ das páginas dos jornais, onde nasceu, para o ecrã).
‘Felix in Hollywood’ é um grande filme. «A must for any silent film or animation enthusiast».
In www.imdb.com/title/tt0017871
Mais informações sobre o realizador em
www.ottomessmer.com/
STEAMBOAT WILLIE, Walt Disney, EUA, 1928, 8’
Quando Al Jonson começou a cantar e a dançar no filme ‘The Jazz Singer’, Disney sentiu que uma revolução, mais do que uma moda passageira, se tinha iniciado. Assistido por Wilfred Jackson, um seu colaborador que possuÃa alguns conhecimentos musicais, Disney imaginou um sistema de sincronização som-imagem «make-shift» e usou-o em Steamboat Willie, o terceiro filme da série Mickey Mouse, assim intitulado segundo a canção teamboat Bill. Depois de vários problemas técnicos e logÃsticos (a gravação de som decorreu em Nova Iorque) e de dificuldades quanto ao financiamento e à distribuição, o filme estreou no Colony Theatre in New York, a 18 de Novembro de 1928. O público delirou. O sucesso repetiu-se duas semanas depois no Roxy, a maior sala de cinema do mundo, verdadeiro templo do cinema em Nova Iorque. Disney patenteou o nome de Mickey Mouse – e agarrou-se a ele.
A história de Steamboat Willie é irrelevante: Mickey, o piloto de um navio a vapor, tem dificuldades com o ‘mau da fita, Peg-Leg Pete. A história é só um pretexto para utilizar os efeitos de sincronização de som. Os personagens, e até o barco, dançam sincronizados com a música, e até os gags são gags sonoros; por exemplo, Mickey força uma vaca a abrir a boca para que ele possa tocar ‘xilofone’ nos dentes dela... Um brilhante ‘filme-ballet’, cómico e atrevido ao mesmo tempo, o filme centra-se nos gostos de music-hall do público americano.
In Giannalberto Bendazzi, Cartoons: One Hundred Years Of Cinema Animation, Bloomington, Indiana University Press, 2001
Mais informações sobre o realizador em
http://en.wikipedia.org/wiki/Walt_Disney
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APOIO

FELIX IN HOLLYWOOD
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SNOW WHITE (BETTY BOOP), Dave Fleischer, EUA, 1933, 7’
Os sarilhos começam quando o espelho mágico diz à rainha Má que a Betty Boop é a mais bonita.. E Cab Calloway canta "St. James Infirmary Blues"…
Tudo neste filme é fantástico! A música é perfeita, a animação é soberba e por vezes bem arrepiante, a história é excelente e tudo encaixa como um puzzle perfeito. Quando Koko (com voz de Cab Calloway) canta "St. James Infirmary Blues", os animadores capturaram na perfeição os movimentos dele. Calloway é caricaturizado muito frequentemente em vários cartoons, mas neste filme é algo completamente diferente. O personagem é Koko, mas o andar é de Calloway – e funciona maravilhosamente. Quem seja fã tanto de Koko como de Calloway verá ambos os ‘personagens’ em simultâneo numa combinação perfeita.
Quase tudo neste filme é tipicamente Fleischer ao mais alto nÃvel, mas há uma parte que é absolutamente espantosa: a cena em que Koko o palhaço canta uma elegia (voz de Calloway) nas catacumbas enquanto o cadáver de Betty Boop é transportado no caixão pelos 7 anões. È de cortar a respiração: a maneira como Koko se transforma num esqueleto dançarino, rodeado por almas penadas no Inferno... «As good as cartoons get.»
In www.imdb.com/title/tt0024578
Mais informações sobre o realizador em
http://en.wikipedia.org/wiki/Dave_Fleischer
LE RAT DE VILLE ET LE RAT DU CHAMP, Ladislas Starevich, França, 1926, 14’
Starevicth foi pioneiro da chamada técnica de stop-motion com bonecos de 3 dimensões logo em 1910 (pelo menos ao nÃvel de filmes ficcionais, pois Emile Cohl havia-o feito um ano antes mas para um anúncio publicitário), e desde aà até à sua morte explorou não só essa técnica mas igualmente construiu um universo imagético facilmente reconhecÃvel, ligado aos animais. Personagens grotescos ou, pelo menos, visualmente muito marcantes, Starevich levou ao cinema fábulas infantis tradicionais, mas, particularmente pelo seu universo estranho, parecem hoje mais dirigidas a um público adulto do que a um público infantil.
Mais informações sobre o realizador em
http://www.awn.com/heaven_and_hell/STARE/stare1.htm
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REALIZAÇÃO
Dave Fleisher
ANIMATED BY
Roland C. Crandall
VOCAL CHORUS
Saint James Infirmary Blues
SONG BY
Cab Calloway
ORIGEM
EUA
ANO
1933
DURAÇÃO
7’
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L’IDÉE, Berthold Bartosh, França, 1932, 30’
Quando o filme intitulado L’Idée foi terminado em 1931, ele era uma criação de Bartosch, retendo bem pouco da marca original de Masereel. O jornal L Peuple, a 8 de Janeiro de 1932, comentava:
«Alguns de nós fomos ver L’Idée. Criado por um homem, trabalhador, artista, A Ideia, nascida do amor e da revola, domina. Tal como luz pura, acompanha os trabalhadores na sua dolorosa marcha para a liberdade, e ninguém pode exterminá-la. Todos o tentam, contudo, pois A Ideia arapalhas as suas fáceis digestões. Mas nem o industrial nem os juÃzes ao seu serviço, nem os soldados ao serviço da classe dominante são capazes de a destruir. Quando o homem que gera a Ideia é morto, as balas passam pela Ideia sem a tocar. Quanto eu lamentei que esta bela obra de Bartosch não possa ter sido mostrada (alguma vez o será?) a uma audiência de trabalhadores para os quais foi concebida. Existe censura. Este filme é tão comoventemente belo que, num seu segundo visionamento – quando a atenção já não está tão fortemente dirigida para a surpreendente novidade da criação técnica – as emoções são purificadas. Ficamos ainda mais emocionados pela sua maravilhosa história, dedicada a todos os mártires desta Ideia, que homenageia o mundo do trabalho.»
O argumento de A Ideia é diminuto. Um homem concebe A Ideia de uma bela e pura criatura, representada por uma mulher nua. Embora as forças conservadoras a tentem destruir, vesti-la (ou seja, torná-la impura) ou forçá-la a aceitar os seus objectivos, a Ideia só se dirige para os explorados. Mesmo quando o criador dela é executado por um pelotão de fuzilamento, ela continua a espelhar a sua luz pelas estrelas. A montagem sincopada e as dramática sobreimpressões do filme continuam a cativar o espectador moderno. Este é um dos raros filmes em que o lirismo, similar a outros filmes da sua altura, como os de Pudovkin, Eisenstein ou Dojvenko, transcendem as fronteiras do seu tempo.
In Giannalberto Bendazzi, Cartoons: One Hundred Years Of Cinema Animation, Bloomington, Indiana University Press, 2001
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REALIZAÇÃO
Berthold Bartosh
ARGUMENTO
Based on on the book L’Idee and with the assistanced of Frans Masereeer
MÚSICA
Arthur Honegger
ORIGEM
França
ANO
1932
DURAÇÃO
25’
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BLINKITY BLANK, Norman McLaren, Canadá, 1955, 5’
Filme desenhado sobre a pelÃcula em que Norman McLaren faz experiências com o mecanismo de percepção humana designado por persistência da visão, isto é, a persistência de uma imagem na retina durante algumas fracções de segundo depois de o objecto dessa imagem já não estar presente. A animação intermitente de imagens espasmódicas foi conseguida através da gravação das imagens sobre a pelÃcula negra vazia, com os efeitos de percussão acrescentados do mesmo modo. Treze prémios, incluindo os de Londres, Cannes, Edimburgo, Berlim e Los Angeles.
In Manuel Portela, Norman MacLaren e o Movimento Animado, Figueira da Foz, Cineclube da Figueira da Foz, 1997
Blinkity Blank é um filme de quatro minutos, colorido, filmado sem câmara. McLaren desenhou diretamente no negativo um certo número de desenhos e figuras abstractas que compõem um ballet erótico por meio do encontro de elementos machos com elementos fêmeas. O som também foi gravado directamente sobre o filme. O extraordinário, independentemente da beleza dos desenhos, do seu fulgor, é que McLaren consegue fazer uma plateia inteira rir com uma simples curva entrevista em um oitavo de segundo e alguns ruÃdos sintéticos.
Blinkity Blank é uma obra que não se parece com coisa alguma que se fez em sessenta anos de cinema. Esse "pequeno grande filme" de quatro minutos contém toda a fantasia de Giraudoux, o domÃnio de Hitchcock e a imaginação de Cocteau.
Na noite das salas ditas escuras, os clarões de calor colorido, os cliques e claques sintéticos de Blinkity Blank introduzem uma espécie de novo mito: o da galinha dos olhos de ouro.
In François Truffaut, Os Filmes da Minha Vida, 2ª ed., Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1989
Mais informações sobre o realizador em
http://www.screenonline.org.uk/people/id/446775/
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REALIZAÇÃO, PRODUÇÃO E ANIMAÇÃO
Norman McLaren
SOM
Roger Beaudry
Joseph Champagne
MÚSICA
Maurice Blackburn
ORIGEM
Canadá
ANO
1955
DURAÇÃO
5’
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FREE RADICALS, Len Lye, Reino Unido, 1958, 5’
FreeRadicals é totalmente desenhado em pelÃcula negra, raspando a emulsão com diferentes objectos de corte. Diz Lye: †Primeiro trabalhei durante 3 ou 4 meses com centenas de metros de filme, raspando antes de ver o que tinha feito não tinha a noção do que lá estava. Quando se vê o que se fez começa-se a ter controlo sobre aquilo que se quer. Só se mostra o melhor. Quando se tem o material e se está a trabalhar realmente, e não se tem a certeza do que se está a passar, então espreita-se. Se se está seguro do que se está a fazer passados 2 ou 3 meses, e se está certo dos resultados, então é só continuar a trabalhar. Normalmente, é desanimador o que se vê. Desenha-se um pouco, dorme-se, desenha-se mais um pouco. Levou-me 8 meses. Dediquei-me ao filme porque precisava dele pronto para a Exposição de Bruxelas...â€. Free Radicals recebeu o 2º prémio na Exposição Internacional de Bruxelas em 1958. Neste poderoso filme abstracto com uma banda sonora de percussões africanas, Lye riscou linhas brancas em zig-zag na pelÃcula usando uma variedade de instrumentos que passram por dentes de tubarão a pontas de setas. Stan Brakhage descrevu-o como «uma quase inacreditavelmente imensa obra-prima.»
In Fundação Calouste Gulbenkian, Filme Animado: Arte Do Movimento, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1989
Mais informações sobre o realizador em
http://www.screenonline.org.uk/people/
THE HAND, Jiri Trnka, Checoslováquia, 1965, 18’
O último filme de Jiri Trnka, A Mão, doi uma inesperada e surpreendente ruptura na sua obra até ali. Foi algo completamente novo tanto em termos de conteúdo como de forma. A Mão é uma impiedosa alegoria polÃtica, que segue estritamente a ideia da história sem detalhes lÃricos, como é habitual; tem um poderoso arco dramático com uma profunda catarse no final. Trnka usou uma combinação entre o seu tÃpico boneco divertido-tolo mas imbatÃvel homem vulgar, e uma mão (real, nua ou de luvas) como o seu despótico antagonista. Quando A Mão estreou for oficialmente declarado como sendo a crÃtica de Trnks ao Culto da Personalidade (Estaline), mas para toda a gente constituiu uma alarmante alegoria da existência humana no contexto de um regime totalitário. O filme apresenta a muito actual, à época, sobre o Artista e a omnipresente Mão, que somente permitia ao Artista fazer esculturas de uma Mão, e nada mais. O Artista é preso pela sua desobediência e pressionado a criar uma enorme escultura de uma Mão. Quando a omnipresente Mão causa a morte do Artista, a mesma Mão organiza o funeral de Estado ao Artista. Trnka, pela primeira vez, expressava abertamente a sua opinião sobre a inumana sociedade totalitária em que vivia. A Mão foi o primeiro filme que ajudou à eclosão da Primavera de Praga [1968].
È curioso que Trnka tenha ali predito o seu próprio destino. Trnka morreu em Novembro de 1969 (com 57 anos de idade), e teve um funeral de Estado com todas as honras. Somente passados 4 meses, A Mão foi banida; todas as suas cópias foram confiscadas pela polÃcia secreta, colocadas em lugar seguro e o filme foi proibido durante os 20 anos seguintes. Nos anos 70 e 80. Um filme de bonecos animados de 17 minutos intimidou o poder ilimitado de em Estado Totalitário. (...) A importância de cinema de animação talentoso e inteligente dirigido a públicos adultos nunca desaparecerá. Estou certo que se A Mão de Trnka fosse vista por todos aqueles que ainda hoje vivem sob regimes totalitários ajudá-los-ia a acreditar, tal como a nós nos ajudou a crer: Havemos de vencer! E vencemos.
www.awn.com
Mais informações sobre o realizador em
http://www.awn.com/mag/issue5.04/
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REALIZAÇÃO
Len Lye
MÙSICA
The bacirmi tribe of Africa
ORIGEM
ReinoUnido
ANO
1958
DURAÇÃO
5’
REALIZAÇÃO, ARGUMENTO
Jiri Trnka
PRODUTORES
Kratky Film
Praha Cartoon
Puppet Film Studio
MÚSICA
Vaclav Trojan
CAMÂRA
Jiri Safar
TÉCNICA
Puppet animation
ORIGEM
Checoslováquia
ANO
1965
Duração
18’
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CICLO DE CINEMA
Teatro Municipal de Faro | Dia 7 | 21h30
Técnicas (algumas...)
Oskar Fishinger - KOMPOSITION IN BLAU, Alemanha, 1935, 4’ (animação de objectos)
Charles Bowers (real. H. L. Muller) – IT’S A BIRD, EUA, 1930, 14’10 (animação e imagem real)
Aleksandr Alexeieff - UNE NUIT SUR LE MONT CHAUVE, França/Rússia, 1933, 8’, (agulhas)
Jean-François Laguionie - LA DEMOISELLE ET LE VIOLONCELLISTE, França, 1965, 9’ (pintura animada)
Georges Schizgebel - PERSPECTIVES, SuÃça, 1975, 1’30 (rotoscopia)
Yuri Norstein – THE TALE OF TALES, União Soviética, 1979, 29’ (multiplana)
Aleksandr Petrov – RUSALKA (A SEREIA) , Rússia, 1997, 10’ (vidro)
Nick Park - CREATURE COMFORTS, Reino Unido, 1989, 5’ (plasticina)
Tim Burton e Rink Heinrichs – VINCENT, EUA, 1982, 6’ (bonecos animados)
Caroline Leaf, THE OWL WHO MARRIED A GOOSE, Canadá, 1974, 8’ (areia)
Chris Landreth – RYAN, Canadá, 2004, 14’ (digital)
Virgil Wildrich – FAST FILM, Ãustria/Luxemburgo, 2003, 14’ (recortes)
Total – 120’
Entrada livre
Komposition in Blau, Oskar Fishinger, Alemanha, 1935, 4’
Composition partilha a mesma alegre atmosfera dos filmes publicitários, mas onde acada um dos filmes anteriores de Fischinger tinha utilizado uma única técnica básica de animação, Composition in Blue avança com meia dúzia de diferentes novas técnicas – a maior parte envolvendo pixilação de objectos tridimensionais.
O formato básico do filme centra-se em objectos sólidos movendo-se num quarto imaginário azul. Fischinger delicia-nos ao apresentar condições que fazem com que a audiência faça associações com prováveis ou ‘reais’ acontecimentos quotidianos, e, esticando esta analogia até aos limites, desafia igualmente a credibilidade da audiência. Na cena inicial, Fischinger tem o cuidado de mostrar cubos vermelhos entrando no ‘quarto’ por uma porta, por forma a que identifiquemos isto como uma situação plausÃvel. Depois, subtilmente, ele apresenta um espelho como sendo o ‘chão’ do quarto, de novo ganhando a nossa confiança nesta peculiar embora lógica realidade. Então, no climax do filme, um cilindro pisa no chão-espelho e cria ondas circulares como se de repente o chão se tivesse transformado em água, algo que nos empurra para fora da esfera da realidade para dentro de uma divertida, absutrda fantasia.
Dr. William Moritz, Film Culture
Mais informações sobre o realizador :
www.iotacenter.org/program
It´s a Bird, H. L. Muller, EUS, 1930, 14’10’’
O primeiro filme sonoro de Bowers marca uma viragem na sua carreira no cinema, pois ele é o primeiro a combinar personagens reais como marionetas animadas
O talento real por detrás deste filme é Charley Bowers, que escreveu e dirigiu muitos dos filmes usando animação em ‘stop motion’ muito cedo na história do cinema. Este filme é estranho e fascinante, e sugere que Bowers é verdadeiramente um nome esquecido na história da fantasia cinematográfica.
www.imdb.com/title/tt0021004
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REALIZAÇÃO E FOTOGRAFIA
Oskar Fischinger
SOM
Oskar Fischinger
MÚSICA
Otto Nicolai
MONTAGEM E PRODUÇÃO
Oskar Fischinger
TÉCNICA
Animação de objectos
ORIGEM
Alemanha, 1935
DURAÇÃO
4'

REALIZAÇÃO
H. L. Muller
FOTOGRAFIA
Harold Muller
PRODUÇÃO
The Bowes Process
SOUND ENGINEER
Clarence Wall
TÉCNICA
Animação e imagem real
ORIGEM
EUA,1930
DURAÇÃO
14’10’’
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Une Nuit Sur le Mont Chauve, Aleksandr Alexeieff, França/Rússia, 1933, 8’
Primeiro filme realizado com o ecrã de agulhas, instrumento e técnica criados por Aleixeieff, em colaboração com Parker, de forma a gerar o efeito de “gravura animadaâ€. Inspirado na Música de Mussorgsky.
Abi Feijó, Arte e Animação, Porto, Casa da Animação, 2001
Tendo ouvido, uma e outra vez, a música de Mussorgski, Alexeiieff construiu mentalmente o seu filme, fotograma a fotograma. Com a sua técnica de agulhas não era possÃvel fazer desenhos prévios, e erros na filmagem só podiam ser corrigidos se se começasse tudo de novo. Em 1933, 18 meses depois, o filme estava terminado. Quando mostrado a amigos e especialistas, obteve um imenso sucesso de ‘estima’, mas os distribuidores objectaram que a única possibilidade de alcançar lucro seria fazer uma dúzia de filmes assim por ano. Desapontados, Parker e Alexeieff abandonaram o cinema de animação e passaram a dedicar-se à publicidade.
Giannalberto Bendazzi, Cartoons: One Hundred Years Of Cinema Animation, Bloomington, Indiana University Press, 2001
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REALIZAÇÃO
Aleksandr Alexeieff
CO-REALIZAÇÃO
Claire Parker
PRODUÇÃO
Alexeïeff
Parker
MÚSICA
Nuit sur le mont chauve de Modest Moussorgski
ARRANJO
Rimski-Korsakov
INTERPRETADO POR
London Symphony Orchestra
SOBRE A DIRECÇÃO DE
Albert Coates
MÚSICA
Modest Moussorgsky.
TÉCNICA
Écran de agulhas
ORIGEM
França/Rússia, 1933
DURAÇÃO
8’
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La Demoiselle et le Violoncelliste, Jean-François Laguionie, França, 1965, 9’
Em 1937 Jean-François Laguionie foi apresentado por Jacques Colombat a Paul Grimault, que admirou os desenhos do jovem artistas e o seu gosto pela performance (Laguionie frequentava na altura o Centre d’art dramatique e talvez tivesse seguido a carreira de actor se não fosse a sua timidez). Grimault colocou o seu equipamento e equipa à disposição de Laguionie e, com o financiamento da televisão francesa ORTF, foi o produtor dele. O resultado foi La Demoiselle et le Violoncelliste, um idÃlio entre uma rapariga e um músico numa estância de praia. Com música para violoncelo de Edouard Lalo, o filme possui um ambiente de conto de fadas e desenhos que, ambos, fazem lembrar a pintura naif e Magritte. Alguns crÃticos até o compararam à s Pantomimes Lumineuses de Émile Reynaud. La Demoiselle ganhou o Grande Prémio de Annecy em 1965, marcando o inÃcio de uma carreira artÃstica de sucesso.
Giannalberto Bendazzi, Cartoons: One Hundred Years Of Cinema Animation, Bloomington, Indiana University Press, 2001
Perspectives, Georges Schizgebel, SuÃça, 1975, 4’
Com esta elegante simulação de passagens, destaca-se uma das caracterÃsticas da pesquisa de Schwezgibel: quase todos os seus filmes são um rápido plano sequencial que oculta alguns truques que enganam o olho. Neste caso, o jogo consiste em propor figuras que animam o filme através de uma
inclinação de 45º de cima e tornar assim imperceptÃvel, sem quebras, o momento em que especificamente, a figura de mulher parece retratada de frente, e quando, ao contrário, transmite a sensação de ser filmada de costas, as figuras que têm movimento próprio quase se confundem por um
instante, embora pertencendo a mesma entidade. De facto,- e assim que as percepcionamos- elas nos aparecem como elementos separados na nossa percepção condicionada pela impossibilidade de nos desdobrar a nós próprios e portanto, se o movimento do travelling é continuado e nós somos o olhar
que o anima, então é aquela figura a ter que se desdobrar.
Paradoxalmente, isso acontecerá no momento em que, ao contrário, volta a unir-se até se confundir com a própria sombra e parecendo, no fotograma anterior como um adiantamento de encontro ao nosso foco de observação, para depois se afastar no momento seguinte.
Uma sensação alienante, que se mantém em toda a obra do artista helvético e cuja investigação visa directamente revelar-nos estes fenómenos perceptivos.
www.cinemah.com/reporter/
The Tale of Tales, Yuri Norstein, União Soviética, 1979, 29’
O obra-prima de Norstein (e a obra-prima da animação soviética) é The tale of tales, um filme baseado em associações mentais. As imagens fluem numa absorvente fantasia de 29 minutos: memórias da infância e da guerra, desenhos de Pushkin, referências a Picasso, um tango nos passeios da cidade, O Cravo Bem Temperado de Bach e o Concerto nº 5 de Mozart.
No filme, o ursinho parece de peluche e é o elemento unificador, representando a doçura da infância, nostalgia e a verdade dos sentimentos. Algumas sequências são inesquecÃveis, como a do salão de baile durante os tempos de guerra, do qual o homem se vão um a um para a frente da guerra, ficando só as mulheres; o jardim debaixo de neve, com uma criança, maçãs e corvos; o ursinho que rouba um bébé, pensando que era um rolo de papel, e depois tenta adormecê-lo, embalando-o. Tal como The Mirror de Andrei Tarkovski, um filme que de muitas maneiras lhe é similar, The tale of tales é uma leitura elegÃaca da alma humana, a sua procura (e redescoberta) das raÃzes emocionais e espirituais de uma geração e de uma época.
Giannalberto Bendazzi, Cartoons: One Hundred Years Of Cinema Animation, Bloomington, Indiana University Press, 2001
The Tale of Tales foi considerado como o melhor filme de animação de todos os tempos pela Associação de Animação de Los Angeles em 1984 e de novo no Festival de Zageb de 2002.
OUTRA CRÃTICA – [word-doc]
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REALIZAÇÃO
Jean-François Laguionie
MUSICA
Edouard Lalo
TÉCNICA
Pintura animada
PRODUÇÃO
Paul Grimault
ORIGEM
França, 1965
DURAÇÃO
9’

REALIZAÇÃO
Georges Schizgebel
PRÉLUDE
J-S. Bach
PIANO
A-M. Haeberli
SOM
F. Jaquenod
BANC-TITRE
Filmette S.A.
PRODUÇÃO
GDS Carouge
TÉCNICA
Rotoscopia (pintura)
ORIGEM
SuÃça, 1975
DURAÇÃO
4’

REALIZAÇÃO E ANIMAÇÃO
Yuri Norstein
PRODUÇÃO
Soyuzmultfilm Studio
ARGUMENTO
L. Petrushevskaya
Y. Norstein
ART DIRECTOR
F. Yarbusova
DIRECTOR DE FOTOGRAFIA
I. Skidan-Bosin
VOZ
A. Kaliagin
COMPOSITOR
M. Meyerovich
SOM
B. Filchikov
EXCERTOS DE MÚSICA
J.S Bach
W.A Mozart
MONTAGEM
N. Trescheva
TÉCNICA
Vidro, pintura, multiplana
ORIGEM
União Soviética, 1979
DURAÇÃO
29’
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Rusalka (A Sereia), Aleksandr Petrov , Rússia, 1997, 10’
«Nos filmes de animação, a pintura no vidro é como a pintura na tela. O meu trabalho é sobre retratos, paisagens, e acontecimentos históricos num estilo realista. Pintar na tela é criar uma ideia a partir de um tema. Os filmes de animação permitem a possibilidade de encontrar ideias múltiplas; assim, os temas alargam-se, tornam-se mais detalhados e dinâmicos do que a pintura em tela. Esta técnica de animação dá-me a maravilhosa oportunidade para fazer variações sobre um tema. E eu prefiro trabalhar com ideias vivas, mudando detalhes ao assunto, e operando transformações durante o processo de filmar.
D cada vez é uma surpresa, boa ou má. Prefiro trabalhar com pessoas reais. Por exemplo, em A Sereia usei algumas pessoas do meu bairro e o meu filho Dimitri. É essencial trabalhar com referências porque o meu trabalho é realista e eu tento que as pessoas reais nas quais me inspiro estejam nos personagens dos meus filmes. É maravilhoso poder pintar pessoas que amo.
Quando estou a fazer um filme de animação,
Aleksandr Petrov, in www.awn.com/mag/issue3
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REALIZAÇÃO
Alexander Petrov
ARGUMENTO
Marina Veshneveskaya
Alexander Petrov
ANIMADOR
Alexander Petrov
CAMERA
Vladimir Golikov
MONTAGEM
Irina Kolotikova
SOM
Roland Kazaryan
COMPOSITOR E CANTOR
Eugenia Smolianinova
PRODUTORES
Dmitry Yourkoy
Alexander Gerasimov
TÉCNICA
Pintura em vidro
ORIGEM
Rússia, 1997
DURAÇÃO
10’
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Creature Comforts, Nick Park, Reino Unido, 1989, 5’
«Creature Comforts tem, num certo sentido, ‘britishness’, a qualidade britânica. A ideia original foi fazer inquéritos de rua à s pessoas sobre zoos. Virtualmente todas as pessoas tinham as mesmas duas opiniões – era giro ver os animais de perto, mas as jaulas eram de si cruéis. Ora, eu precisava de algo um pouco mais interessante, vindo directamente do coração. Precisava que eles se colocassem no lugar dos animais, embora não quisesse que eles se imaginassem como aqueles animais. Queria algo vindo directamente deles. Também queria que aquele ‘britishness’ – algo implÃcito, vulgar, embora subtil. Tive que encontrar pessoas em situações parecidas com as dos animais para que eles estivessem a falar como se fossem aqueles animais – por exemplo, alguém que vivesse num apartamento e que raramente saÃsse à rua ; homens e mulheres em lares de 3ª idade; alguém que não fosse de Inglaterra mas que tivesse muito a dizer sobre como é viver na Inglaterra, falando as comida, do clima, etc. Tive imensa sorte porque encontrei um estudante brasileiro que, por exemplo, quando diz «eles dão-nos comida que mais parece comida de cão» estava a falar da alimentação da residência universitária!
Nick park, citado por Paul Wells, Art and Animation, Londres, Academy Editions, 1997
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REALIZADOR E ANIMADOR
Nick Park
CENÃRIOS
Michael Wright
Gerg Boulton
Cliff Horne
ESCULTURAS DOS ANIMAOS
Debbie Smith
FOTOGRAFIA
David Sproxton
David Alex Riddett
Andy MacCormack
Fred Redd
ENTREVISTADOR
Julie Sedgewick
MONTAGEM
William Ennals
PRODUTOR
Sara Mullock
PRODUÇÃO
Aardman Animations Ltd
TÉCNICA
Plasticina
ORIGEM
Reino Unido, 1989
DURAÇÃO
5’
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Vincent, Tim Burton e Rink Heinrichs, EUA, 1982, 6’
Esta animação em ‘stop-motion’ ilustra um poema sobre o miúdo Vincent Malloy, que sonha ser Vincent Price, vivendo num filme de terror. Há muitas referências visuais a Vincent Price neste filme desde os anos cinquenta (por exemplo, de House of Wax, The Fall of the House of Usher) que demonstram o amor do rapaz, bem como do realizador Tim Burton, por elas. Vincent Malloy recusa abandonar as suas fantasias do mundo do terror contra os esforços dos seus pais de tentarem que ele se consagre a actividades ‘normais’ como brincar na rua ou ir a jogos de baseball. Vincent enclausura-se de tal maneira no seu próprio mundo imaginário que finalmente se separa totalmente do mundo exterior, deitado no chão, aparentemente sem movimento como se tivesse morrido.
O maior contraste no filme é entre o mundo imaginário, que é visualizado num ‘design’ gótico similar ao do Expressionismo Alemão dos anos vinte, e o mundo ‘normal’, que em comparação parece aborrecidÃssimo e vulgar. As longas sombras, perspectivas distorcidas e a fotografia a preto e branco muito contrastada também evocam os filmes clássicos de terror nos anos 30, enquanto que a figura do cientista enlouquecido reporta aos filmes de terror dos anos cinquenta. Visualmente falando, pode portanto dizer-se de Vincent que foi uma espécie de primeiro exercÃcio para os projectos posteriores de Burton.
www.euronet.nl/users/mcbeijer/dan/
OUTRA CRÃTICA – [word-doc]
The Owl Who Married A Goose, Caroline Leaf, Canadá, 1974, 8’
Em 1972, Caroline Leaf foi convidada a juntar-se ao National Film Board do Canadá, onde ela realizou a sua mais importante obra, The Owl who married a Gooseâ€, um filme que utilizou a técnica de animação de areia. Os protagonistas, um mocho apaixonado por um ganso selvagem. Surgem a oreto contra um fundo branco.
Uma estrangeira no Canadá, Leaf refugiou-se num tópico tradicional e local. Escolhendo uma lenda Inuit, viajou até ao Norte profundo para gravar os Esquimós e as suas tradições orais. O filme foi feito em Montréal. O casamento do mocho, tal como nos seus filmes mais recentes, é caracterizado por uma narração seca e cortante. Mais do que uma criadora de imagens, Leaf é uma contadora de histórias que prefere ir direita ao assunto mais do que enfatizar detalhes, e está mais preocupada com a intriga do que com o estilo. Que o cinema dela provém de uma escola literária mais do que visual é ainda mais evidente nos seus argumentos. Com a sua narrativa linear, ela presta essencialmente atenção às regras da representação. Os seus filmes acabam quando o seu arco narrativo termina.
Giannalberto Bendazzi, Cartoons: One Hundred Years Of Cinema Animation, Bloomington, Indiana University Press, 2001
ENTREVISTA À REALIZADORA [word-doc]
Ryan, Chris Landreth, Canadá, 2004, 14’
Vencedor de três prémios no Festival de Cannes de 2004 e do Oscar para a Melhor Curta-Metragem de Animação, Ryan é o mais aclamado filme canadiano do ano. Ruan é baseado a vida de Ryan Larkin, um realizador de animação canadiano que, 30 anos atrás no National Film Board do Canadá produziu alguns dos filmes mais influentes da sua época. Hoje, Ryan vive de pensões miseráveis da Segurança Social e tornou-se um sem-abrigo. Como foi possÃvel que um génio artÃstico destes terminasse assim? O filme usa declarações de vários proeminentes realizadores de animação e artistas discutindo a arte de Ryan Larkin, bem como de empregadas da Misericórdia ou de sem-abrigo de rua que ocupam hoje a vida de Ryan.
http://www.metrocinema.org/film_view
Outra CrÃtica – [word-doc]
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REALIZAÇÃO E ARGUMENTO
Tim Burton
CAMERA (BLACK AND WHITE)
Victor Abdalov
PRODUÇÃO
Walt Disney Productions
PRODUCTOR
Rick Heinrichs.
MÚSICA
Ken Hilton
FOTOGRAFIA
Victor Abdalov.
DIRECTOR TÉCNICO DE ANIMACÃO
Stephen Chiado.
TÉCNICA
Animação de bonecos
ORIGEM
EUA, 1982
DURAÇÃO
5’

REALIZAÇÃO E ANIMAÇÃO
Caroline Leaf
PRODUÇÃO
Pierre Moretti
TÉCNICA
Areia
ORIGEM
Canadá, 1974
DURAÇAO
8’

REALIZAÇÃO
Chris Landreth
PRODUTOR
Steven Hoban
Marcy Page
Mark Smith
PRODUTORES EXECUTIVOS
Jed DeCory
Karyn Nolan
Noah Segal
David Verrall
PRODUTOR ASSOCIADO
Jeremy Edwards
COMPUTER GRAPHICS PRODUCER
David Baas
COMPOSITOR
Fergus Marsh
Michael White
VOZ DA ENTREVISTA
Ryan Larkin
Chris Landreth
Derek Lamb
CARACTER DESIGNER
Chris Landreth
ANIMADOR
Robb Denovan
Sebastian Kapijimpanga
Paul Kohut
Jeff Panko
LUZ E COMPOSIÇÃO
Belma Abdicevic
TÉCNICA
Digital
ORIGEM
Canadá, 2004
DURAÇÃO
14’
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Fast Film, Virgil Wildrich, Ãustria/Luxemburgo, 2003, 14’
Uma mulher está em perigo e um homem vai ao seu socorro, mas durante a fuga deles acabam por ir ter ao esconderijo do ‘mau da fita’. Esta intriga clássica concebe uma homenagem aos filmes de acção. Em 14 minutos, Fast Film (um jogo de palavras, ‘fast’ em inglês singnificando ‘rápido’, ‘fast’ em alemão significando ‘quase’) oferece um ‘tour de force’ através da história do cinema, desde o seu começo mudo até à Hollywood de hoje. O realizador imprimiu 65000 imagens de 300 filmes, colou-as em objectos de papel, arranjou-as num quadro (‘tableaux’) complexo e deu-lhes vida com uma câmara de cinema de animação numa produção que durou dois anos.
Peter Tscherkassky on Fast Film
ENTREVISTA AO REALIZADOR – [word-doc]
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REALIZAÇÃO, ARGUMENTO E MONTAGEM
Virgil Widrich
FOTOGRAFIA
Martin Putz
ANIMATION SUPERVISION
Walter Rafelsberger
Markus Loder-Taucher
ANIMATION
Gernot Egger, Michael Lang, Markus Loder-Taucher, Alexandra Pauser, David Reischl, Walter Rafelsberger, Christian Ursnik, Vinh-San Nguyen, Carmen Völker, Mario Waldhuber, Gerald Zahn
Additional Animation
Eveline Consolati, Thomas Grundnigg, Andreas Künz, Stefan Braulik
ORIGAMI AND OBJECT DESIGN
Mine Scheid, Jakob Scheid, Carmen Völker
SOUND DESIGN
Frédéric Fichefet
PRODUCTION
Amour Fou Filmproduktion, Minotaurus Film Luxembourg, Virgil Widrich Filmproduktion
PRODUCERS
Bady Minck, Virgil Widrich
TÉCNICA
Recortes
ORIGEM
Ãustria/Luxemburgo, 2003
DURAÇÃO
14’
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CICLO DE CINEMA
Teatro Municipal de Faro | Dia 8 | 18h30
Imaginários (alguns...)
Lotte Reiniger - AS AVENTURAS DO PRÃNCIPE ACHMED, Alemanha, 1926, 65’ FOTO
Paul Driessen - DAVID, Canadá, 1977, 8’23
Raoul Servais - HARPYA, Bélgica, 1979, 9’
Jan Svankmajer - DIMENSIONS OF DIALOGUE, Checoslováquia, 1982, 12’
Brothers Quay- STREET OF CROCODILES, Reino Unido, 1986, 20’
Pritt Pärn - TIMEOUT, União Soviética, 1984, 9’
Simon Pummell - BLINDED BY LIGHT, Reino Unido, 2000, 7’20
Phil Mulloy - COWBOYS: SLIM PICKIN’S, EUA, 1991, 3’
George Griffin - NEW FLANGED, EUA, 1992, 2’
Chuck Jones - RABBIT OF SEVILLE, EUA, 1949, 6’
Total – 142’
Entrada livre
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As Aventuras do PrÃncipe Achmed, Lotte Reiniger, Alemanha, 1926, 65’
Razão têm aqueles que consideram os filmes de desenhos animados como as produções que, no cinema, mais exclusivamente representam uma arte. De facto, nos desenhos animados transparece, mais do que em qualquer outro género de filmes, a obra imediata de um artista. Porque o realizador não se limita a criar os motivos e os ritmos que animam as suas personagens, mas ainda a criar as suas próprias personagens sem recorrer à sensibilidade de outro intérprete.
O mesmo se pode dizer dos bonecos modelados e animados por Starewich – e das silhuetas recortadas e animadas por Lotte Reiniger.
“As aventuras do PrÃncipe Achmed†é qualquer coisa de muito superior a um filme cinematográfico realizado por intérpretes humanos, graças à possibilidade de elevar a fantasia até um nÃvel que pode dizer-se insuperável.
Seria impossÃvel animar por qualquer outro processo uma história tão bela como a dessas aventuras, história das “Mil e Uma Noites†de que só um artista como Lotte Reiniger poderia patentear na tela o encanto feiticeiro.
As suas silhuetas, mimos de graça e de beleza, estilizadas com um bom gosto e uma segurança que entusiasmam, animadas com uma verdade que desconcerta, movem-se perante os nossos olhos como num sonho, um sonho genial, como só aos artistas deve ser dado sonhar. Procurando um paralelo, só nos bailados encenados por Sergio Diaghilew foi possÃvel encontrar uma sensação similar.
Chega a parecer impossÃvel que haja olhos incapazes de apreender um tão evidente espectáculo de beleza – pés que tenham coragem de patear, mais para vergonha da cultura intelectual dos portugueses do que propriamente dos seus pobres possuidores.
Cenas como a luta entre a feiticeira e o nigromante e a da batalha dos espÃritos, só um bronco de nascença não pode admirar.
Os cenários de Walter Ruttmann, um dos raros mestres do cinema abstracto, combinam o ambiente necessário para a máxima valorização das mágicas silhuetas.
António Lopes Ribeiro in PORTUGAL. Cinemateca Nacional, Retrospectiva do Cinema Alemão: época muda 1913-1929, Lisboa, Cinemateca Nacional, 1963
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REALIZAÇÃO
Lotte Reiniger
ARGUMENTO
Lotte Reiniger, inspitaro nos temas das “Mil e uma Noitesâ€
DESENHOS E ANIMAÇÃO
Lotte Reiniger
Walter Ruttmann
Berthold Bartosch
Alexander kardan
PARTITURA MUSICAL
Wolfgang Zeller
PRODUÇÃO
Omenius Film
ORIGEM
Alemanha, 1926
DURAÇÃO
65’
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David, Paul Driessen, Canadá, 1977, 8’23
Alto nÃvel de qualidade, excelentes resultados. David apresenta um tão magrinho protagonista que... nem consegue ser visto. David dá conta da sua presença através da sua voz, que não se cala, ou através do seu cabelo, que é visÃvel, balouçando ao vento – mas a maior parte das vezes o ecrã está vazio. Este filme é um verdadeiro desafio dramatúrgico. «Era o que eu pretendia: mostrar aos espectadores um ecrã vazio sem perder a atenção deles. Funcionou bem.»
Giannalberto Bendazzi, Cartoons: One Hundred Years Of Cinema Animation, Bloomington, Indiana University Press, 2001
ENTREVISTA COM O REALIZADOR
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REALIZAÇÃO
Paul Driessen
FOTOGRAFIA
Bert Gehner
VOZES
Peter Bierman, Aart Staartjes
SOM
Meep Mulder
PRODUTOR
Am Hoogeboom
PRODUÇÃO
Cinecentrum
ORIGEM
Holanda, 1977
DURAÇÃO
8'23
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Harpya, Raoul Servais, Bélgica, 1979, 9’
Quando Harpya estreou, muitos dos que já conheciam a obra de Servais ficaram chocados. Um choque saudável, e obteve a Palma de Ouro em Cannes. Não mais bonitas histórias poéticas, não mais parábolas transparentes que claramente continham uma mensagem: Harpya é um murro na cara. Dois personagens cruzam-se: um homem classe média Belle Époque, usando bigode, chapéu alto e fato completo; e uma quimera, uma hárpia que lhe rouba o pão da boca antes de o comer em parte e o transformar numa criatura sem pernas. Servais inventou uma técnica e um estilo totalmente pessoais, escolhendo uma versão pessoal das técnicas “front-projection†e “scotch liteâ€. Os personagens foram filmados com uma câmara 35mm, a cores. O resultado é projectado a cores no multiplano. Com esta nova técnica, ele conseguiu criar um novo estilo completamente pessoal, que ao mesmo tempo aplica fotografias dos personagens e parte dos cenários num movimento articulado , o que dá ao conjunto uma impressão de irrealidade. Ao mesmo tempo ele percebe que não poderia usar esta técnica sistematicamente, pois ela é lenta e pode ser fastidiosa. Já tinha outra técnica em mente: filma os personagens e imprime as imagens em folhas de celofane que são coloridas no seu verso, que podem ser filmadas do reverso: um inteiramente novo processo, registado como “Servaisgrafiaâ€.
www.awn.com/gallery/servais
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REALIZAÇÃO E ARGUMENTO
Raoul Servais
INTERPRETAÇÃO
Sjoert Schwibethus
Will Spoor
Fran Waller Zeper
PRODUÇÃO
Anagram
MÚSICA
Lucien Goethals
ORIGEM
Bélgica, 1979
DURAÇÃO
9’
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Dimensions of Dialogue, Jan Svankmajer, Checoslováquia, 1982, 12’
Esta homengem ao pintor do século XVI Archimbaldo é uma perturbante visão da ruptura na comunicação no seio de uma famÃlia, na polÃtica e em última isntância na História da Humanidade. Em retrospectiva, fornece também um comentário satÃrico da chamada “revolução de veludo†checa.
“Factualâ€, “Passionate†e “Exhausting†– ‘representado’ por um par de figuras, estas mudanças na série podem parecer uma sombria contribuição para uma filosofia da comunicação humana. A moral do filme pode parecer ser que é enormemente difÃcil formular e comunicar exactamente o que temos em mente, dado que não só a fala é um ‘medium’ imperfeito, mas o delicado equilÃbrio dos diálogos humanos é inevitavelmente perturbado pelo egoÃsmo e pelo triste facto que mentes diferentes não podem nunca verdadeiramente coincidir.
A primeira sequência, “Dialogue Factualâ€, homenageia abertamente Archimbaldo. Duas cabeças – uma feita de vegetais, outra de utensÃlios de cozinha, confrontam-se de perfil. O seu diálogo trsnaforma-se numa batalha fÃsica e termina com um aniquilando o outro, mastigando os vegetais e cuspindo as sementes.
Em “Dialogue Passionateâ€, duas figuras de barro, homem e mulher, estão de frente uma para a outra à mesa e iniciam um enlouquecido “diálogoâ€, beijando-se eroticamente frequentemente, perdendo e recuperando as suas formas. O desejo vai-se transmutando em ódio e as duas acabam por se destruir mutuamente ficando reduzidas a argila disforme.
O último “andamento†de Dimensions of Dialogue, “Dialogue Exhaustingâ€, é um tour de force tanto na técnica animada como no argumento conceptual. Aqui Svankmajer consegue uma genuÃna sÃntese entres sensação e ideia, oferecendo impressões tácteis e visuais com abundância enquanto vai assaltando o espÃrito dos espectadores com desafios intelectuais. Enquanto exercÃcio estilÃstico de transformações, a sequência é estonteante na sua violenta rapidez; enquanto meditação sobre as taxonomias e a organização do conhecimento, é quase estimulante e lúcido.
Peter Halmes, Dark Alchemy: The Films of Jan Svankmajer, Wiltshire, Flicks Books, 1995
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REALIZAÇÃO E ARGUMENTO
Jan Svanlmajer
PRODUÇÃO
Kratky Film for Jiriho Trnky
FOTOGRAFIA
Vladimir Malik
MONTAGEM
Helena Lebduskoya
MÚSICA
Jan Klusak
ORIGEM
Checoslováquia, 1982
DURAÇÃO
12’
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Street of Crocodiles, Brothers Quay, Reino Unido, 1986, 20’
A maior parte do que é normalmente pensado como “Quayesco†está epitomizado em Street of Crocodiles, o primeiro dos seus filmes em 35 mm; a decrepitude ubÃqua a ameaça foto-totalitária, a ‘Schulziana’ caracterização da Polónia como um nÃvel ‘carcomido pela traça’ do medo de existir, os bolorentos parafusos e engrenagens, as imagens multiplano e as sombras sem fundo, as tonalidades de âmbar, as rotina sem qualquer finalidade à beira da ruptura entrópica, os protagonistas com roupas esfarrapadas tesas que nem parafusos por entre a maquinaria de uma fábrica num estado de ansiedade paranóica. Crocodiles é indubitavelmente o filme que coroa esta dupla de realizadores, o filme no qual eles ultrapassam os seus contemporâneos como o realizador checo Jan Svankmajer, criando uma curiosa e original sintaxe visual, e o filme no qual essa sintaxe foi a melhor expressão de um ‘mood’ cultural. A concepção do protagonista central do filme exemplifica-o: pálidos, desidratados, hiper conscientes da realidade que os rodeia mas contudo perdidos no choque delirante com um inexplicável horror, ele é o perfeito herói moderno... Os seus olhos assombrados por um medo desesperançado, o seu olhar ‘puzzled’ junta Groucho Marx e o sonâmbulo Cesare do Caligari...
www.imdb.com/title/tt0092020
Timeout, Pritt Pärn, União Soviética, 1984, 9’
As loucas actividades do gato que Pärn animou deixam o espectador – e o gato – sem fôlego. O absurdo da rotina doméstica do gato, conduzidas contra o tempo numa velocidade vertiginosa, constitui uma sátira hilariante à futilidade de se estar demasiado ocupado, mas a história torna-se surreal quando a acção passa do exterior para o mais acelerado mundo em movimento jamais criado. O dia do gato através de uma série de transformações rapidÃssimas de figuras e objectos – um top do bikini que se transforma em vela de navio, um carapuço azul que se transforma em rio, uma ilha deserta que se transforma na tampa de um cano.
As metamorfoses visuais são tão rápidas que o cérebro deixa-se levar pela confusão. O estilo ‘infantil’ do desenho é uma capa de fumo atrás da qual Pärn consegue a sofisticação de uma sátira, usando técnicas para parodiar a arte do cinema de animação desde Disney até aos Monthy Piton.
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REALIZAÇÃO
Brothers Quay
SOUND MONTAGE
Larry Sider
LIVE ACTION
J. Collinson
CAMERA
Carl Ross
SOM
Colin Martin
MÚSICA
Leszek Jankowski
ANIMAÇÃO, MÃSE-EN-SCÈNE, PUPPETS, CAMERA, DECORS, MONTAGEM
Quay Brothers
COSTUMERS
Lys Flowerday
PRODUÇÃO
Keith M. Griffiths
ORIGEM
Reino Unido, 1986
DURAÇÃO
20’
REALIZAÇÃO E ARGUMENTO
Priit Prän
PRODUTOR
Hille Koosk
MÚSICA
Olav Ehala
MONTAGEM
Olev Remsy
ORIGEM
União Soviética, 1984
DURAÇÃO
9’
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Blinded By Light, Simon Pummell, Reino Unido, 2000, 7’20
Visão tal como os olhos a conseguem após terem ter estado muito tempo no escuro. Uma visão pós-operatória fala da esperança, exprime o medo das coisas pelo seu valor visual.
Um homem cego de nascença ganha a visão aos cinquenta anos. Esta é a história da sua luta para aprender a ver. Este filme é um monólogo dramático com efeitos especiais para nos levar ao universo de alguém que conseguiu ver recentemente.
www.animateonline.org/films/
Cowboys: Slim Pickin’s, Phil Mulloy, EUA, 1991, 3’
Um de uma série de seis filmes de três minutos de duração que comentam valores contemporâneos através de uma reinterpretação dos velhos mitos do velho Oeste selvagem. As aceradas e inteligentes fábulas de Mulloy, pintadas com tinta e pincel, contêm cenas conncebidas até para espantar cavalos...
http://www.animateonline.org/films/cowboys
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REALIZAÇÃO
Simon Pummell
INTERPRETAÇÃO
Richard Earthy (homem cego)
CARACTERIZAÇÃO
Suzi Zamit
MONTAGEM
Lee Sutton
SOM
Larry Sider
ORIGEM
Reino Unido, 2000
DURAÇÃO
7’20
REALIZAÇÃO
Phill Mulloy
PRODUÇÃO
Spectr Films
MÙSICA
Alex Balamescu
Keith Tippett
ORIGEM
EUA
ANO
1991
DURAÇÃO
3’
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New Fangled, George Griffin, EUA, 1992, 2’
Como ‘quintessential’ animador independente americano, George Griffin produz filmes que desafiam qualquer categorização. Parte do que torna os seus filmes intrigantes é a variedade de abordagens que ele usa face aos assuntos que trata, raramente repetindo um tema ou um estilo. Em algumas das suas obras iniciais, como Head and Lineage, Griffim explora as profundezas e os limites da sua arte, misturando animação com imagem real, flipbooks e fotografia. Nesse mesmo perÃodo, contudo, também produzir filmes estritamente narrativos, como o satÃrico The Club.
Posteriormente, nos anos 80, o seu estilo mudou; os seus files tornaram-se menos confrontacionais e subversivos na sua relação com o público, e mais tradicionalmente “cartoony e entertaning’. Todavia, ele continuou a examinar a sua herança artÃstica em obras como Flying Fur, que junta um conjunto de aminais amlucos com uma banda sonora de Tom e Jerry. Também produziu projectos mais narrativos, como It’s na OK Life, e mostrou intensas emoções pessoais em Thicket.
Enquanto ocupado com projectos comerciais freelance, nos finais dos anos 80 e inÃcio dos anos 90, Griffin também realizou filmes divertidos como Ko-Ko, que sincroniza colagens de revistas com uma gravação de Charlie Parker, e o sarcástico New Fangled, uma caricatura da criatividade na publicidade-
Mais do que invocar em estilo recorrente, todos estes filmes distintos estão ligados pela expressão pessoal da maturação do artista. A carreira de Griffin representa o que é um realizador de animação independente; a sua experimentação livre define uma arte que está constantemente em progresso e um artista que abraça a sua própria evolução.
Ann C. Philippon, www.awn.com/mag/issue1.12
ENTREVISTA AO REALIZADOR – [word-doc]
Rabbit of Seville, Chuck Jones, EUA, 1949, 6’
Bugs Bunny e Elmer invadem um espectáculo de O Barbeiro de Sevilha e oferecem as suas próprias palavras cantadas à música de Rossini. Rabbit of Seville é uma dura perseguição no palco do teatro que incorpora os tradicionais gags de Bugs Bunny com as tradições da ópera – com resultados espectaculares.
Jerry Beck e Will Friedwall, Warner Bros. Animation Art: The Characters, The Creators, The Limited Editions, S.L., Hugh Lauter Levin Associates, 1997
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REALIZAÇÃO
George Griffin
VOZ
Nancy Campbell
Steve Wachtell
ARGUMENTO
Steve Radlauer
George Griffin
ARTWORK
Jerilyn Mettlin
Tonya Smay
ORIGEM
EUA, 1992
DURAÇÃO
2’
REALIZAÇÃO
Chuck Jones
ARGUMENTO
Michael Maltese
ANIMAÇÃO
Phil Monroe
Ben Washam
Lloyd Vaughan
Ken Harris
Emery Hawkins
BACKGROUNDS
Philip DeGuard
VOICE CHARACTERIZATION
Mel Blanc
DIRECÇÃO MUSICAL
Carl Stalling
ORIGEM
EUA, 1949
DURAÇÃO
6’
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CICLO DE CINEMA
Teatro Municipal de Faro | Dia 8 | 21h30
Pierre Hébert, uma viagem na presença do autor
Pierre Hébert, uma das maiores figuras do cinema de animação mundial tanto enquanto realizador como enquanto teórico do cinema, oferece e comenta uma retrospectiva da sua marcante e genial obra.
OP HOP, Canadá, 1966, 3’30
SOUVENIRS DE GUERRE, Canadá, 1982, 16’
CHANTS ET DANSES DU MONDE INANIME - LE METRO, Canadá, 1984, 14’
LA LETTRE D'AMOUR, Canadá, 1988, 16’20
LA TECHNOLOGIE DES LARMES, Canadá, 2005, 14’
LA STATUE DE GIORDANO BRUNO, Canadá, 2005, 12’09
Total - 75'
Entrada livre
OP HOP, Canadá, 1966, 3’30
Filme de animação realizado através de uma série de 24 imagens positivas e negativas de forma caótica e segundo um modo de composição metódico. Investigação ao nÃvel visual, submete o olhar a um fluxo contÃnuo e violento de imagens. Investigação igualmente sobre o plano da participação do indivÃduo no espectáculo, tenta polarizar a actividade mental e perceptiva para a lançar em seguida num estado de meditação.
In www.onf.ca
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REALIZAÇÃO E ANIMAÇÃO
Pierre Hébert
ORIGEM
Canadá, 1966
DURAÇÃO
3’30’’
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SOUVENIRS DE GUERRE, Canadá, 1982, 16’
Depois de uma licença sabática do Film Board em 1979, Hébert regressou ao NFB revejuenescido e com uma mais clara orientação para a sua direcção artÃstica. Souvenirs de Guerre marca um ponto de viragem na carreira inicial de Hébert, à medida em que ele se afasta de preocupações abstractas de carácter formal e polÃticas, na direcção de mais personalizadas e tangÃveis atitudes polÃticas.
Motivado pelo nascimento do seu filho, Etienne, e a guerra no Afeganistão, Hébert reflecte sobre como o seu bébé poderá sobreviver num tão violento mundo onde as crianças são pouco mais do que ‘folhas numa árvore’. Hébert combina ‘scratch, cut-out animation’ e imagens captadas ao vivo para criar um mundo instável sempre sob o signo da violência e destruição. Enquanto a rigidez dos primeiros filmes de Hébert ocasionalmente demonstrava maior fragilidade (a ligação entre famÃlia-trabalho-guerra é um pouco simples demais), torna-se agora mais flexÃvel e construtiva. Hébert compreende que guerra e polÃtica são infraestruturas que envolvem o trabalho, a famÃlia e o individual. Tal como ele nos mostra, somos participantes da nossa própria destruição, mas teremos nós a capacidade de participar na nossa própria salvação?
http://mag.awn.com/
CHANTS ET DANSES DU MONDE INANIME - LE METRO, Canadá, 1984, 14’
»Animação de observação », representação metafórica e expressiva sobre as ‘relações de agressividade’ no metro (a recusa de comunicar com os outros), olhar sobre as pessoas que ali se cruzam apressando o passo sem se olharem, as máquinas devoradoras que ali reinam. Imagens explosivas (gravura sobre pelÃcula), som (inspirado em electrodomésticos), procedendo improvisações ‘ao vivo’ durante performances públicas.
www.onf.ca
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REALIZAÇÃO
Pierre Hébert
PRODUTOR
Robert Forget
CAMARA
Michael Cleary
Pierre Landry
MONTAGEM
Pierre Bernier
ENREGISTREMENT DE LA MUSIQUE
Louis Hone
MISTURA
Hans Peter Strobl
MÚSICA
Robert M. Lepage
René Lussier
ORIGEM
Canadá, 1984
DURAÇÃO
14’
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LA LETTRE D'AMOUR, Canadá, 1988, 16’20
Performance que se desenrola no mundo da improvisação, este filme reúne dança, música, escrita e cinema gravado sobre pelÃcula. As quatro áreas, cada uma das quais com as suas próprias capacidades, tecem assim os fragmentos de uma história, tornada carta de amor. A Carta de Amor. Uma experiência de comunicação que vai para além do gesto ou do verbo.
www.onf.ca
LA TECHNOLOGIE DES LARMES, Canadá, 2005, 14’
ESTREIA EM PORTUGAL
Este filme é baseado em imagens que originalmente foram feitas em 1987 para serem projectadas em palco juntamente com a coreografia de Rosalind Newman, The Technology of Tears. Num estilo semi-abstracto proximamente ligado à música de Fred Frith, expressa sentimentos de solidão e caos nas vidas modernas nas cidades.
LA STATUE DE GIORDANO BRUNO, Canadá, 2005, 12’08
ESTREIA EM PORTUGAL
Este filme baseia-se numa performance de Living Cinema apresentada em Roma em Janeiro de 2005.
Foi primeiro uma improvisação sobre imagens video do Campo dei Fiori, um Mercado onde o filósofo italiano Giordano Bruno foi queimado pela Inquisição em 1600 como herético, e onde uma sua estátua recorda esse episódio. É uma meditação sobre a estátua, pretendendo fazer reaparecer o dramático evento de há 400 anos no seio de um vulgar dia-a-dia nesta popular e conhecida praça romana.
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REALIZAÇÃO
Pierre Hébert
PRODUÇÃO
Robert Forget
CENÃRIO E TEXTO
Sylvie Massicote
IMAGEM
François Beauchemin
ENREGISTREMENTE DE LA MUSIQUE
Louis Hone
MISTURA
Jean-Pierre Joutel
VOZ
Kim Yaroshevska
MÚSICA
Robert M. Lepage
PARTICIPAÇÃO
Louise Bédard
ORIGEM
Canadá, 1988
DURAÇÃO
16’20’’
REALIZAÇÃO
Pierre Hébert
PRODUÇÃO
Pierre Hébert
MÚSICA
Fred Frith
ORIGEM
Canadá, 2005
DURAÇÃO
14’

REALIZAÇÃO
Pierre Hébert
Bob Ostertag
PRODUÇÃO
Pierre Hébert
Bob Ostertag
MÚSICA
Fred Frith
ORIGEM
Canadá, 2005
DURAÇÃO
12’08
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CICLO DE CINEMA
Teatro Municipal de Faro | Dia 9 | 21h30
Uma década de (alguma...) Animação Portuguesa
Pedro Serrazina - ESTÓRIA DO GATO E DA LUA, 1995, 5’30’’
Um poema. Uma história feita de silêncio e cumplicidade. Luz e sombras, a sedução da noite, a lua como paixão... Esta é a estória sobre alguém que tentou que o seu sonho se tornasse realidade, a estória sobre o gato e a lua.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO
Pedro Serrazina
CONSULTOR ARTISTICO
Abi Feijó
MÚSICA
Manuel Tentúgal
MÚSICOS
Manuel Tentúgal e Helena Soares
ANIMADORES
Yann Thual, Laurent Gorgiard e Pedro
ASSISTENTES DE ANIMAÇÃO
GonSilva, Daniela Duarte, Vitor Ferreira, Morten Belvad, Martin Radmerr
NARRADOR
Joaquim de Almeida
SOM
Fernando Rangel
PRODUTOR
Jorge Neves
TÉCNICA
Desenhos animados
PORTUGAL, 1995, 5’300’
Mário Jorge Neves - SHSHSH- SINTONIA INCOMPLETA, 1999, 3’04’’
Uma televisão acorda e tenta sintonizar-se, mas sem grande sucesso.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO E ARGUMENTO
Mário Jorge da Silva Neves
SOM
Luminária Música
MONTAGEM
Megatoon
PRODUTOR
Paulo Cambraia
PRODUÇÃO
Megatoon
TÉCNICA
Plasticina
PORTUGAL, 1999, 3’04’’
Abi Feijó – CLANDESTINO, 2000, 7’ 32’’
Um cargueiro velho e ferrugento entra no porto,, na manhã de 24 de DezembroA bordo traz um pasageiro clandestino que, com a cumplicidade de dois marinheiros, tenta, durante a noite, entrar a salto no PaÃs. A viagem de acesso à liberdade, pela amarra fora, é longa e penosa. Imagens catastróficas enchem-lhe a cabeça e perturbam-no. No auge do desespero, é salvo por um agente da autoridade que, comovido com a sua situação, o deixa ir. Atrapalhado, sai correndo à s cegas, pensando que o polÃcia o quer matar pelas costas... ouvindo ainda o grito do polÃcia à distância: ‘Merry Christmas!’
Ficha técnica
REALIZAÇÃO
Abi Feijó
ARGUMENTO
Adaptação do conto de José Rodrigues Miguéis ‘O Viajante Clandestino’ por Abi Feijó e Diana Andringa
ANIMAÇÃO
Abi Feijó e Regina Pessoa
SOM E MÚSICA
Tentúgal
MONTAGEM
Saguenail e Regina Guimarães
VOZES
Jorge Mota, Manuel Tadros, João Pedro Vaz, João Cardoso e Mark Camacho
ASSISTENTE DE EFEITOS SONOROS
Bruno Sousa
GRAVAÇÃO DE VOZES
Emiliano Toste (Estúdio Toste) e Richard-Olivier Jenson (SPR)
MONTAGEM DE VOZES
Leopoldo Gutierrez
MISTURA
Serge Boivin e Jean Paul Vialard
COORDENAÇÃO TÉCNICA
Andrée Delagrave
SUPERVISÃO TÉCNICA
Claude Chevalier
PRODUTORES
Abi Feijó, Davide Freitas, Pierre Hébert, Marcel Jean
PRODUÇÃO
Filmógrafo / RTP / Office National du Film du Canada
TÉCNICA
Areia
PORTUGAL/CANADÃ, 2000, 7’32’’
Marina Estela Graça – INTERSTÃCIOS, 2001, 5’30’’
Antes de ser linguagem fÃlmica ou, mesmo, arte plástica, a imagem animada é coreografia : relação geométrica e diacrónica entre elementos cujas formas se mantêm mais ou menos reconhecÃveis entre fotogramas. É essa a motivação deste projecto.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO E ARGUMENTO
Marina Estela Graça
MÚSICA
Magnificat BWV 243 de Johann Sebastian Bach
ANIMAÇÃO
Marina Estela Graça
MONTAGEM
Marina Estela Graça
PRODUTORES
Abi Feijó e Davide Freitas
PRODUÇÃO
Filmógrafo
CO-PRODUÇÃO
RTP
TÉCNICA
Desenhos animados a computador
PORTUGAL, 2001, 5’30’’
Francisco Lança – 1999, 2001, 4’
Joaquim é preso e sujeito a um interrogatório, onde perguntas não fazem sentido. Não sabe qual a razão para estar ali. Porquê ele?
Uma criança no exterior da prisão toma-o como o seu pai desaparecido e anteriormente encarcerado na mesma cela. Surge uma hipótese de fuga e a tarefa de Joaquim passa a ser tentar encontrar aquela menina e explicar-lhe que não adianta esperar. O seu pai morreu, foi uma das muitas vÃtimas do carcereiro-interrogador. A vida segue o seu ritmo habitual na cidade alheia a todo o drama, Joaquim e a menina encontram-se e desaparecem nas ruas de Lisboa.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO
Francisco Lança
PINTURA
Célia Afonso
SOM
João Caselli
PRODUÇÃO
Imaginário
TÉCNICA
Animação 2D/fundos 3D
PORTUGAL, 2001, 4’
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Colaboração
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Cristina Teixeira – FRAGMENTOS DE SAL, 2001, 7’
Este é um filme de animação em areia, nascido da poesia de Al Berto. Num percurso solitário de procura da identidade e (des)encontro com o Outro, o ‘Eterno Viajante’ de Al Berto descobre, através do confronto com os elementos primordiais, a capacidade de criar e de dialogar com o mundo.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO, DIÃLOGOS E ARGUMENTO
Cristina Dias Teixeira
ANIMAÇÃO
Cristina Teixeira
Isabel Alves
Guilherme Vicente
DIRECÇÃO DE FOTOGRAFIA
Cristina Dias Teixeira
ANIMAÇÃO POR COMPUTADOR
Nuno Amorim
SOM
Paulo Curado
MÚSICA
Paulo Curado
MONTAGEM
Nuno Amorim
PRODUÇÃO EXECUTIVA
Carmo Gelpi
Fausta Pereira
Nuno Amorim
PRODUÇÃO
Animais. Lda
TÉCNICA
Areia
Portugal, 2001, 7’
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António / Jorge Neves - NOVO MUNDO, 2001, 8’28’’
O cenário polÃtico da última metade do século XX, com as suas mais conhecidas personagens e situações, envolvidas em querelas e guerras constantes, o reino da hipocrisia, do desrespeito pelos direitos humanos e da falta de solidariedade. Uma visão satÃrica e mordaz, onde se deixa uma réstia final de esperança num messiânico Mundo Novo, liberto de chauvinismos, xenofobias, fundamentalismos , guerras e outros flagelos.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO, ARGUMENTO E DIÃLOGOS
António Antunes, Jorge Neves
ANIMADORES
YANN THUAL, JOSE CARLOS PINTO, GRAÇA GOMES, SÈRGIO MARTINS
MONTAGEM
João Paulo Nunes e LuÃs Campos
SOM E MÚSICA
Pedro Abrunhosa
PRODUTOR
Jorge Neves
PRODUÇÃO
Jorge Neves – Produção Audiovisual
CO-PRODUÇÃO
RTP
TÉCNICA
Animação 2D e 3D
PORTUGAL, 2001, 8’28’’
Sérgio Nogueira - DÃ-ME LUZ, 2002, 3’
É noite numa imensa praia deserta. Um homem com um profundo buraco negro no peito torna-se no alvo de um fogoso pirilampo.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO
Sérgio Nogueira
ARGUMENTO
Cristina Sopas, Sérgio Nogueira
ANIMADORES
Sérgio Nogueira, VÃtor Lopes, João Dias
PINTURA
Pedro Monteiro, Pedro Rocha, Rui Carvalho
SOM
Cine Clube de Avanca, Mastermix, Aurastudio
MONTAGEM
Carlos Silva
MÚSICA
Carlos Pascoinho, Pedro Janela
PRODUTOR
António Costa Valente
TÉCNICA
Desenho Animado
PORTUGAL, 2002, 3’
VÃtor Lopes - TIMOR LORO SAE, 2004, 11’49’’
No cruzamento de lendas e factos conta-se a história do povo timorense que após 500 anos de colonialismo, resistiu a 26 anos de ocupação indonésia. Actualmente, Timor Loro-Sae é um paÃs livre, com o peso da dramática história recente.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO, ARGUMENTO E DIÃLOGOS
VÃtor Lopes
ANIMADORES
João Dias, Nuno Sarabando, Rui Carvalho, VÃtor Lopes
MONTAGEM
Carlos Silva, VÃtor Lopes
SOM
Fernando Rocha
MÚSICA
AbÃlio Araújo, Eurico Carrapatoso, Eugénio Amorim, João Pedro Oliveira e UNU
PRODUTOR
António Costa Valente
PRODUÇÃO
Cine Clube de Avanca
CO-PRODUÇÃO
RTP
TÉCNICA
Desenho Animado
PORTUGAL, 2004, 11’49’’
Paulo D'Alva – VASCULARIDADES, 2004, 1’
Vascularidades realça as marcas do apagar e o redesenhar o movimento no mesmo suporte. A criação visa não só a maneira como produzir marcas no papel, mas mais importante ainda é a maneira como apagar o desenho anterior, para a realização do seguinte, a nÃvel humano debruça-se sobre a questão da identidade, das várias personalidades que cada um de nós poderá ter e as consequências resultantes, desta forma é uma alusão a esta dualidade entre o bem e o mal ordem/desordem, instinto/razão. Como seria bom ser ‘menos humano’, menos passÃvel de erros, falhas e dúvidas.
Ficha Técnica
REALIZAÇÃO E ARGUMENTO
Paulo D´Alva
ANIMADOR
Paulo D´Alva
MONTAGEM
António Carlos Pinto
PRODUTOR
António Costa Valente
PRODUÇÃO
Cine Clube de Avanca
TÉCNICA
Desenho Tradicional, carvão sobre cartão
PORTUGAL, 2004, 1’
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Fernando Galrito/ João Ramos - COMO UMA SOMBRA NA ALMA, 2004, 10’
Ela passa, ele segue-a. O que faz ali aquela hora…?
Ele perde-a… as memórias de outras saÃdas, de outros encontros vêm-lhe à memória.
Reencontra-a. A perseguição continua, cada vez mais angustiado.
Ela encontra-se com outro…abraça-o … mas não é a sua mulher libelinha.
Ele regressa… cabisbaixo…ela segue-o…
Também ela tinha Uma Sombra na Alma.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO
Fernando Galrito e João Ramos
ARGUMENTO
João Ramos
GRAFISMO
Fernando Galrito, João Ramos e Timecode
STORYBOARD
Fernando Galrito, João Ramos, Daniel Lima
ANIMADORES
João Ramos e Timecode
CÂMARA
Fernando Galrito e João Ramos
MÚSICA E SOM
João Cabaço
MONTAGEM
Fernando Galrito e João Ramos
ACTORES
Sandra Seixas e Tiago Figueiredo
PRODUÇÃO
Ânimo Leve
CO-PRODUÇÃO
RTP
TÉCNICA
Recorte e pintura digital a partir de rotoscopia
PORTUGAL, 2004, 10’
José Miguel Ribeiro - O ABRAÇO DO VENTO, 2004, 2’34’’
‘Num Mundo onde o ferro e a terra se fundem cirando cidades inesperadas, o vento sopra a vida por entre as folhas abraçando todo o devir, no ciclo eterno do renascer...’
Ficha técnica
REALIZAÇÃO, ARGUMENTO
José Miguel Ribeiro
MÚSICA
‘Canto do Trabalho’ de Carlos Paredes
FOTOGRAFIA E DESIGN GRÃFICO
José Miguel Ribeiro
MONTAGEM
João Camplon e José Miguel Ribeiro
SOM
Carlos Ferreira
PRODUTOR
LuÃs da Matta Almeida
PRODUÇÃO
Zeppelin Filmes
TÉCNICA
Animação de objectos
PORTUGAL, 2004, 2’34’’
Pedro Brito - SEM RESPIRAR, 2004, 8’
Futuro próximo: Bruno tenta reconquistar Isabel, a sua ex-mulher. Pressionada pela sua mãe autoritária e por Jorge, o seu novo e imposto namorado, Isabel apresenta queixa por assédio contra Bruno. Bruno é julgado e condenado. É-lhe colocado um implante na garganta, que o sufocará sempre que se aproxime menos de 100 metros de Isabel. Mas Bruno não desiste. Apesar dos avisos de Miguel, o seu melhor amigo, Bruno começa os treinos para resistir mais tempo sem respirar.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO E DIRECÇÃO ARTÃSTICA
Pedro Brito
ARGUMENTO E DIÃLOGOS
Filipe Homem Fonseca
ANIMADORES
João Ferreira, Pedro Brito, Rui Gamito e Rui Filipe
SOM
Paulo Curado
MÚSICA
Maestro Nick Nicotine IV
MONTAGEM
André Militão
VOZES
Ana Costa, Filipe Homem Fonseca, Humberto Santana...
PRODUTOR
Humberto Santana
PRODUÇÃO
Animanostra
CO-PRODUÇÃO
RTP
TÉCNICA
Animação de desenho (2D) / lápis sobre papel
PORTUGAL, 2004, 8’
Ìcaro / Tânia Duarte – CICATRIZ, 2005, 7’
Um sonho entre o real e imaginário, em que os objectos trocam relações e segredos,
num crescendo intimista em que os corpos se fundem pelas sombras,
num lugar habitado pelo imaginário da pintura.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO
Ãcaro
ANIMAÇÃO E MONTAGEM
Tânia Duarte
FOTOGRAFIA
Hugo de Almeida
SOM
Frederico Serrano
TÉCNICA
Pixilação, animação de objectos
PORTUGAL, 2005, 7’
Joana Toste – MENU, 2005, 3’20’’
Um retrato dos horrÃveis, terrÃveis, tenebrosos e insuportáveis pequenos dramas do dia-a-dia.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO
Joana Toste
STROYBOARD E ANIMAÇÃO
Joana Toste
VOZ
César Furtado
SOM
Paulo Curado
MONTAGEM
Diogo Tavares
PRODUÇÃO
Gomtch-Gomtch
TÉCNICA
Técnicas mistas
PORTUGAL, 2005, 3’20’’
Isabel Aboim Inglez - SELO OU NÃO SÊLO, 2005, 9’
A história imaginária de uma menina que recebe um convite para beber chá, com a Rainha da Inglaterra. Mas recebe esse convite de uma forma meio inusitada, de uma forma inventada. Sem nunca o saber, ela encontra-se na própria carta de resposta a esse convite.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO, ARGUMENTO E DIÃLOGOS
Isabel Aboim Inglez
PRODUÇÃO
Animais
TÉCNICA
Recortes, Animação Tradicional, Animação 2D
PORTUGAL, 2005, 9’
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Regina Pessoa - HISTÓRIA TRÃGICA COM FINAL FELIZ, 2005, 7’46
Há pessoas que são diferentes, contra a sua vontade (inevitavelmente). Costumam ser rotuladas com vários nomes, uns de origem patológica, outros nem por isso... Tudo o que desejam é serem iguais aos outros, misturarem-se deliciosamente entre a multidão. Há quem passe o resto da sua vida lutando para conseguir isso, negando ou abafando a sua diferença. Outros assumem-se e dessa forma elevam-se, conseguindo assim o seu tão ambicionado lugar junto dos outros... no coração.
Ficha técnica
REALIZAÇÃO, ARGUMENTO E DIÃLOGOS
Regina Pessoa
SOM E MÚSICA
Normand Roger
PRODUTORES
Abi Feijó, Patrick Éveno, Marcel Jean
PRODUÇÃO
Ciclope Filmes
CO-PRODUÇÃO
Folimage, Office National du Film
TÉCNICA
Gravura
PORTUGAL / FRANÇA / CANADÃ, 2005, 7’46’’
Total - 112'
Entrada livre
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 HISTÓRIA TRÃGICA COM FINAL FELIZ
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