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Dia 1
EVOCAÇÃO
Carlos Paredes - Crónica de um guitarrista amador, Fernando Matos Silva, 1999, 55’, video
Depoimentos de Luísa Amaro, Fernando Alvim, Rui Veloso, Vasco Wallenkamp, Rui Vieira Nery, António Victorino d’Almeida, José Duarte, Charlie Haden, José Carlos Vasconcelos, Vitorino, Joaquim Benite, Pedro Caldeira Cabral, Paulo Soares, Gilberto Grácio, Alain Jomy
CINEMA PARA CARLOS PAREDES
José Miguel Ribeiro, Rita Nunes e João Nuno Pinto partiram de temas musicais de Paredes.
Edgar Pêra, os Vídeo House Stars e Pedro Sena Nunes mais directamente de palavras suas.
SOLO SOBRE VERDES ANOS
Zé Eduardo, contrabaixo
a o Mestre Carlos Paredes com eterna saudade e gratidão.
A Direcção do Cineclube de Faro, 1 de Outubro de 2004
Carlos Paredes é isto. Sereno, frontal, humilde. Mas sempre seguro das suas convicções - mesmo se as convicções não são mais do que as incertezas em que acreditamos. Atento aos pormenores de tudo o que acontece em seu redor, Paredes não deixou que as transformações do mundo lhe passassem ao lado. À semelhança de muitos outros que, como ele, dedicaram toda a vida a lutar ‘para que ninguém mais tivesse que lutar’, como diria Vinícius de Moraes, também Paredes sentiu o peso de algum desencanto. «O ideal não morreu e verifica-se que há determinadas coisas que só um sistema avançado pode resolver. Mas não pode ser de uma forma mecânica; é preciso ver, meditar e sobretudo ter um grande respeito pelos outros.» (Expresso, 21.3.92)
Um grande respeito pelos outros. Eis o que faltou às utopias, mas nunca deixou de estar presente na vida, na música e nos gestos de Paredes. É nesse mundo, de Amigos que se respeitam e se amam, que vive Carlos Paredes; é desse mundo, onde a Verdade e o Prazer caminham de mãos dadas, que nos ilumina com a grandeza simples dos sons que só ele sabe inventar.
Um génio? Ele diz que não, que é apenas um homem igual aos outros, capaz de amar e de sofrer, de rir e de chorar. «Geniais são as pessoas que respeitamos muito. Génio era Mozart.» Génio, génio grande e generoso, é este Carlos Paredes, digo agora eu. E o futuro que me desminta, se for capaz.
Viriato Teles
Texto publicado no cd-antologia «Guitarra - O Melhor de Carlos Paredes», Julho 1998
TEXTOS SOBRE AS CURTAS-METRAGENS
‘CINEMA PARA CARLOS PAREDES’
ABRAÇO DO VENTO
José Miguel Ribeiro
Realização, Argumento, Fotografia, Concepção Plástica, storyboard, Criação Gráfica:José Miguel Ribeiro Sonoplastia e Pós-Produção Audio: Carlos Ferreira Música e Interpretação: CARLOS PAREDES - ‘Canto do Trabalho’, do álbum Uma Guitarra com Gente Dentro (ed. Universal, 2002).
Produção: Zeppelin Filmes, Pilot Design (Portugal, 2004) Produtor: Luís da Matta Ribeiro Cópia: Betacam Digital (a partir de Betacam SP), animação, cor, 2’30.
GUITARRA COM GENTE LÁ DENTRO
Edgar Pêra
Realização: Edgar Pêra Música: Dead Combo, Tó Trips Mistura de sons: Luís Sales Guarda-Roupa: Dani Imagens de: Bastidores do Coliseu dos Recreios (ensaio de concerto de CARLOS PAREDES com os Madredeus, Lisboa 1991) Voz off de CARLOS PAREDES (Auditório Carlos Alberto, Porto 1984) Com: Marina Albuquerque, Miguel Borges, Carla Bolito, Teresa Meireles, António Alcântara, Tó Trips, Lavínia Moreira e S. Peterson, Rafaela Macedo, João Dias, dani, João Garcia Miguel.
Produção: Kino-Komix (Portugal, 2004) Cópia: Betacam Digital (a partir de Betacam SP), cor, 13’, com legendas em inglês.
RX
Rita Nunes
Realização: Rita Nunes Música e voz de CARLOS PAREDES Montagem: Zé Barreiros Som: João Lucas.
Produção: Rita Nunes para Movimentos Perpétuos (Portugal, 2003) Cópia: Betacam Digital (a partir de Betacam SP), 2’57’.
S/ TÍTULO
Vídeo House Stars
Realização e Produção: Vídeo House Stars (Portugal, 2004) Música: Loopooloo… e mais uma coisa.
Cópia: Betacam Digital (a partir de DV Cam), cor, 3’23’.
CANTO DE AMOR
João Nuno Pinto
Realização: João Nuno Pinto Direcção de Fotografia: Carlos Lopes Guarda-Roupa: Cristina Bizarro Composição de CARLOS PAREDES Bailarina: Anaísa.
Produção: Tanngerina Azul Cópia: Betacam Digital (a partir de Betacam SP), cor, 1’25’.
UMA LINHA VERTICAL E DUAS MÃOS
Pedro Sena Nunes
Realização e Imagem: Pedro Sena Nunes Texto: Gonçalo M. Tavares Edição: Pedro Sena Nunes, Carla Alonso Voz: CARLOS PAREDES Música: ‘Viva!’ (Sam the Kid), ‘O Sono’ (Shelter av.) Intérprete: Ana Rita Barata.
Produção: Ice Berg (Portugal, 2004) Cópia: Betacam Digital (a partir de Betacam SP), cor, 13’.
APRESENTAÇÃO DOS FILMES
O nome deste Ciclo, ‘Cinema Para Carlos Paredes’, adequa-se particularmente a esta última sessão em que mostramos as seis curta-metragens que, a convite de Movimentos Perpétuos, seis realizadores filmaram para Carlos Paredes (na próxima semana passarão em DVD na Sala 6x2). Inspirados por e dedicando a. José Miguel Ribeiro, Rita Nunes e João Nuno Pinto partiram de temas musicais de Paredes. Edgar Pêra, os Vídeo House Stars e Pedro Sena Nunes, mais directamente de palavras suas. O resultado são seis filmes muito diferentes entre si, tão ligados à proposta de um tributo a Paredes e à sua obra musical como aos percursos pessoais dos seus realizadores, que de algum modo todos reflectem. A guitarra, ou mais propriamente a guitarra de Carlos Paredes, a guitarra segundo Carlos Paredes, é a ideia que os percorre a todos.
‘Para mim este instrumento tem a ver com pessoas, com sentimentos, com problemas humanos, uma guitarra com gente dentro’. Este entendimento de Carlos Paredes (palavras ditas ao público do Auditório Carlos Alberto no Porto, em 1984, como Guitarra com Gente Dentro esclarece, mas que RX e Uma Linha Vertical e Duas Mãos igualmente citam em off). Por isso, diz ainda Paredes, ouvir essa música superficialmente não adianta e a grandeza do instrumento reside nessa sua íntima relação com as pessoas. É ele ainda quem diz que ‘os guitarristas antigos, os guitarristas do passado, embora por vezes exagerassem, eram lamechas, piegas, mas de qualquer maneira tocavam uma guitarra com gente dentro. A guitarra que não seja isto é apenas um instrumento agradável, característico‘. Tomando a expressão para o título do seu filme, e pegando na história do instrumento como a conta Paredes, a guitarra surgida em meados do século XVIII em Inglaterra para dar voz a histórias de infelicidade, Pêra encena uma ‘Sudwestern Saga’ (inspirada por Charlie Walls, ‘The true hero’, um herói amante da música, da liberdade e da BD…), ao som da música dos Dead Combo, em que o western e o fado se cruzam em cenas de faca e alguidar, bandidos e guitarristas, homens e mulheres entre uma realidade urbana de trágicos destinos (as ruas do Bairro Alto e do Cais de Sodré por cenários) e o apelo dos descampados propícios a duelos ao sol (o Cabo Espichel).
Mas esta sessão começa noutro registo, pela surpreendente animação de Abraço do Vento, com que José Miguel Ribeiro compõe uma versão outonal de Canto do Trabalho. Uma carta, o Outono, árvores, raízes, porcas e parafusos invocando a ‘gente dentro da guitarra’ que fica fora de campo. Em Canto de Amor, João Nuno Pinto dá também a primazia às composições musicais de Paredes, mas fixando-se num plano único para a interpretação de uma bailarina, dada a ver em câmara lenta. Em RX, Rita Nunes evoca a profissão que ocupou Carlos Paredes durante 20 anos, como técnico do serviço de arquivo de radiologia do Hospital de S. José em Lisboa, até 1986 quando, só nessa altura, passou a dedicar-se inteiramente à música. A estranheza do facto - não é liquido perceber como um grande músico passou tantos anos a fazer da música uma actividade amadora, se bem que o termo tenha também um nobre e aqui muito justo sentido - cola-se ao insólito desfilar de radiografias sobre música de Paredes, fazendo do filme de Rita Nunes uma curiosíssima aproximação ao universo de Carlos Paredes.
S/ Título resulta da preparação para esta sessão de um trabalho dos Vídeo House Stars, um trabalho de ‘vídeo sampling’, já anteriormente apresentado em actuações ao vivo e agora apresentado em formato de curta-metragem. A natureza do trabalho parte da recolha e criação de ‘samples’ de imagens, apropriadas e manipuladas para sugerir um novo sentido, cruzando a música - dos Loopooloo, ‘…e mais uma coisa’ - e imagens. Como dizem os Vídeo House Stars, ‘deve ser encarado como uma experimentação visual, por vezes de sentido alheio e fugaz, mas de intenções bem marcadas’. S/ Título termina com a voz de Paredes - ‘já agora queria acrescentar algumas palavras, queria dizer mais qualquer coisa…’, ou seja, em suspenso.
Uma Linha Vertical e Duas Mãos, de Pedro Sena Nunes, partilha com S/ Título a ideia da manipulação das imagens, aqui trabalhadas, sobrepostas e também ecrã em que as palavras se inscrevem ao ritmo quer da música quer do discurso, a espaços igualmente inserido, em off, na banda sonora. A guitarra, sempre a guitarra e a noção de um entendimento umbilical entre o instrumento e o músico, num filme apostado em trabalhar ‘por camadas’, intencionalmente abrindo hipóteses (‘novos caminhos, uma orientação nova…’). E tão cúmplice da obra musical de Carlos Paredes como os cinco outros que nesta sessão o antecedem.
Maria João Madeira, Cinemateca Portuguesa
13 de Fevereiro de 2004
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A Direcção do CCF agradece a colaboração da Associação Movimentos Perpétuos.
BIOGRAFIA E FILMOGRAFIA DE CARLOS PAREDES
1925
Nasce, a 16 de Fevereiro, em Coimbra, filho do célebre guitarrista Artur Paredes.
1929
Com apenas 4 anos, aprende a tocar guitarra portuguesa com o pai.
1934
A família Paredes muda-se para Lisboa. Carlos conclui a instrução primária no Jardim-Escola João de Deus, frequentando posteriormente o Liceu Passos Manuel e o Instituto Superior Técnico.
1957
Grava o seu primeiro disco, um EP intitulado apenas Carlos Paredes e publicado pela Alvorada (Rádio Triunfo).
1960
Música de Paredes é utilizada na curta-metragem de Cândido da Costa Pinto Rendas de Metais Preciosos.
1962
Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Verdes Anos, cujos temas são publicados em EP pela Alvorada. No mesmo ano, música sua é incluída na curta-metragem de Pierre Kast e Jacques Doniol-Valcroze P.X.O.
1964
Compõe a banda sonora do filme de Jorge Brun do Canto, Fado Corrido.
1965
Compõe música para a curta-metragem de Manoel de Oliveira, As Pinturas do Meu Irmão Júlio.
1966
Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Mudar de Vida, e música sua é incluída na curta-metragem de António de Macedo, Crónica do Esforço Perdido.
1967
É editado pela Valentim de Carvalho o primeiro longa-duração de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d'Arcos, com o técnico de som Hugo Ribeiro e o acompanhamento à viola de Fernando Alvim. O álbum é acompanhado por um texto de Alam Oulman, habitual colaborador de Amália.
1968
Música de Carlos Paredes é utilizada nas curtas-metragens A Cidade, de José Fonseca e Costa, e Tráfego e Estiva, de Manuel Guimarães.
Jun. (14) - É publicado o EP Romance n.º 2, primeiro de três EP com material do LP Guitarra Portuguesa.
Jul. (5) - É editado o EP Fantasia.
Set. (6) - É publicado o EP Porto Santo.
1969
Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de José Fonseca e Costa The Columbus Route.
Dez. - Carlos Paredes compõe um improviso à viola para a banda sonora do documentário televisivo de Augusto Cabrita Na Corrente.
1970
Música de Carlos Paredes é utilizada na curta-metragem de Augusto Cabrita, Hello Jim!
Nov. - A Valentim de Carvalho edita o álbum Meu País, assinado pela cantora Cecília de Melo, mas que conta com a participação de Carlos Paredes como produtor e director musical e acompanhante à guitarra.
1971
Compõe a música para a encenação do Grupo de Teatro de Campolide da peça de Augustin Cuzzani, O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer, e escolhe igualmente a banda sonora para as produções do grupo até 1977.
Ago. - Carlos Paredes entra em estúdio para a gravação do seu segundo longa-duração, de novo nos Estúdios da Valentim de Carvalho, com Hugo Ribeiro.
Nov. - A Valentim de Carvalho publica o segundo LP de Paredes, Movimento Perpétuo.
Dez. (10) - É editado o single «Balada de Coimbra», com dois temas gravados nas sessões de Movimento Perpétuo, mas não incluídos no álbum.
1972
Jun. - O LP Movimento Perpétuoé dividido em 3 EP publicados com uma semana de intervalo: Movimento Perpétuo, Mudar de Vida e António Marinheiro.
1973
Abr. - Carlos Paredes está em estúdio para gravar o seu terceiro LP para a Valentim de Carvalho, mas, apesar de alguns temas ficarem acabados, as gravações são interrompidas devido à lendária relutância de Paredes em estar em estúdio e à sua insatisfação com o material gravado.
1975
Regressa brevemente a estúdio para retomar as gravações do terceiro LP, interrompidas dois anos antes, mas durante o pouco tempo que está em estúdio apenas grava de novo algum do material já terminado. O disco ficará de novo inacabado.
É publicado pela Valentim de Carvalho o LP É Preciso Um País, onde o poeta Manuel Alegre diz poemas de sua autoria acompanhados à guitarra por Carlos Paredes.
1977
Uma compilação de Carlos Paredes, intitulada Meister der Portugiesischen Gitarre, é publicada na República Democrática Alemã pela editora Amiga.
1980
Maio (7) - Estreia-se no Bobino em Paris, acompanhado por Fernando Alvim, em primeira parte de Paco Ibañez, numa actuação de três semanas.
É editado na RDA O Oiro e o Trigo, um álbum que reúne algum do material inédito registado em 1973 e 1975 para o álbum inacabado. A edição é feita com o aval de Carlos Paredes, mas sem o conhecimento da Valentim de Carvalho, o que leva à ruptura do artista com a editora.
1982
O bailarino Vasco Wellenkamp coreografa música de Carlos Paredes no bailado Danças para Uma Guitarra.
1983
É publicado Concerto em Frankfurt, álbum registado ao vivo num concerto naquela cidade alemã, que inclui gravações ao vivo de bastante material que Carlos Paredes nunca editara em disco (entre o qual alguns dos temas do álbum inacabado de 1973). Trata-se do primeiro disco de Carlos Paredes para a PolyGram, editora com a qual assinou contrato depois da sua saída da Valentim de Carvalho. A edição de Concerto em Frankfurt acaba por inviabilizar a edição projectada, pela EMI-Valentim de Carvalho, de A Montanha e a Planície, um álbum que deveria disponibilizar alguns dos temas que Carlos Paredes gravara em 1973 para o disco incompleto, mas que surgem entretanto no álbum gravado ao vivo em Frankfurt. Esta edição é substituída pela reedição, em duplo-álbum, dos álbuns Guitarra Portuguesa e Movimento Perpétuo, que ocorre perto do Natal.
1986
Out. - É editado o LP Invenções Livres, um álbum de improvisações em duo entre Carlos Paredes e o pianista António Vitorino d'Almeida.
1988
Guitarra Portuguesa é editado em CD pela primeira vez.
Fev. (26) - Carlos Paredes publica o seu terceiro álbum de estúdio em nome próprio e primeiro para a PolyGram, Espelho de Sons. O álbum entra directamente para o 3.º lugar do top oficial de vendas.
Set. - Uma nova compilação de material inédito em disco de Carlos Paredes é cancelada pela EMI-Valentim de Carvalho. O álbum deveria chamar-se Salvados, título concebido pelo próprio Carlos Paredes para reflectir o facto de as gravações serem «restos» de sessões de estúdio, e também jogando com a sua condição de «sobreviventes» do incêndio do Chiado que, em Agosto, destruíra a sede da Valentim de Carvalho na Rua Nova do Almada.
Nov. - Movimento Perpétuo é editado em CD pela primeira vez.
1989
Abr. (28) - Apresenta-se ao vivo no Festival de Música Portuguesa da Damaia.
O tema «Dança» integra a banda sonora de ambiente dos concertos da digressão mundial de Paul McCartney.
1990
É publicado Dialogues, um álbum em dueto com o contrabaixista de jazz Charlie Haden.
Out. (19) - É editado em CD Concerto em Frankfurt.
Dez. - Carlos Paredes assina pela EMI-Valentim de Carvalho, regressando à companhia onde gravara os seus momentos mais emblemáticos. Inicia pouco depois as gravações de um novo álbum de material original, que ficarão incompletas devido à doença, do foro neurológico, que acometerá o guitarrista.
1991
Abr. (30) - Carlos Paredes e a sua acompanhante e companheira, Luísa Amaro, participam como convidados especiais no concerto dos Madredeus no Coliseu de Lisboa, concerto que será gravado e publicado em duplo CD em 1992 com o título Lisboa.
1992
Mar. (20-21) - Carlos Paredes regressa aos palcos, em dois espectáculos no Teatro São Luís filmados pela RTP em alta definição. Nos espectáculos, nos quais são estreados quatro novos temas compostos para o novo álbum, Paredes é acompanhado à viola por Luísa Amaro e Fernando Alvim, e participam como convidados Manuel Paulo, Natália Casanova e Nuno Guerreiro em «Cantiga do Maio», de José Afonso, Mário Laginha em «Porto Santo», Rui Veloso em «Porto Sentido» e o flautista Paulo Curado em «Mudar de Vida». Os dois concertos são repetidos a 25 no Teatro Rivoli do Porto.
Jun. (12) - É publicado em CD o álbum Asas sobre o Mundo.
1993
Mar. - A EMI-Valentim de Carvalho publica em CD uma compilação temática reunindo gravações de Carlos Paredes, José Afonso e Luiz Goes.
Dez. (11) - É diagnosticada a Carlos Paredes uma mielopatia (hérnias na medula) que lhe prende os movimentos, impossibilitando-o de manejar a guitarra. Fica internado numa casa de saúde, em Campo de Ourique, Lisboa.
1994
Maio - Aproveitando o 20.º aniversário do 25 de Abril, a EMI-VC edita em CD o álbum de Manuel Alegre É Preciso Um País.
Nov. - É editado em CD o álbum com António Victorino d'Almeida, Invenções Livres.
1996
Dez. (10) - EMI-Valentim de Carvalho publica Na Corrente, compilação que reúne todo o material inédito em disco que Carlos Paredes deixara gravado para a Valentim de Carvalho antes da sua saída da editora em 1980, e algumas raridades: os seis temas que haviam ficado completos nas sessões de gravação interrompidas de 1973, os dois temas do single «Balada de Coimbra», publicado em 1971 e nunca incluídos em nenhum LP, e duas gravações inéditas, «O Fantoche» e «Na Corrente». O álbum atinge rapidamente o top-20 oficial de vendas de álbuns compilado pela AFP.
2004
Carlos Paredes morreu a 23 de Julho.
in http://www.instituto-camoes.pt/bases/paredes/biografia.htm
ENTREVISTA A CARLOS PAREDES
http://www.instituto-camoes.pt/bases/paredes/paredescriador.htm (1981, Jornal de Letras)
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