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História > INFORMAÇÕES | |||||||
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UM POUCO DE UMA GRANDE HISTÓRIA |
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Com os seus 54 anos de actividade ininterrupta, o Cineclube de Faro é o segundo cineclube mais antigo de Portugal. Nascido a 6 de Abril de 1956 - através da sua primeira sessão de cinema no Cinema de Santo António, sala de espectáculos onde se manteve durante 27 anos, com duas exibições mensais -, a sua história confunde-se com a do cineclubismo português.
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Os anos de Abril...
O CCF sobreviveu igualmente à fase mais revolucionária do pós-25 de Abril. As suas actividades - multiplicação de sessões em 16 mm por pequenas localidades algarvias, filmes de caracter ideológico fortemente marcado, debates sobre o papel político da 7ª Arte - provam quanto se soube adequar à época sem nunca perder, contudo, os seus iniciais objectivos de divulgação cinematográfica. |
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Os anos do video...e não só!
Os anos 80 fortaleceram-no de uma maneira evidente, mesmo que contra a corrente que o home-video provocou na diminuição da afluência às salas.
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1991 foi, assim, ano de um certo decréscimo no ritmo das actividades. Contudo, foi nesse mesmo ano que o Instituto Português da Juventude convidou o CCF a inaugurar o Centro da Juventude local, com um ciclo de cinema sobre - previsivelmente - a juventude. Sangue, de Pedro Costa, foi um dos (bem) escolhidos. E desde aí passou a ser esse o nosso espaço de exibição regular. |
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O passado recente 1992 foi o início de uma outra “era”, por assim dizer. Confrontados os sócios com a possibilidade de se encerrar o Cineclube, dada a inexistência de novos e jovens quadros que pudessem reforçar uma extraordinária mas fatigada equipa, a resposta foi francamente positiva. E o élan retomou esta casa particularmente após Novembro de 1993, quando nos candidatámos - e conseguimos... - aos fundos do Media Salles para levar a cabo a 1ª Semana de Cinema Europeu: |
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O CCF acordou para outros e mais ambiciosos voos. |
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Voos que se foram cumprindo - um amplo ciclo de cinema chinês, acompanhado por um espectáculo de Marionetas Chinesas bem como da inauguração de duas exposições de arte daquele país com a presença do embaixador, implicou que as entidades locais passassem a olhar com um ainda maior respeito para a capacidade organizativa desta associação. Assim, à medida que aumentava tal confiança, aumentavam igualmente os apoios concedidos (particularmente pela Câmara Municipal), e quanto mais aumentavam os apoios, mais actividades se conseguiam dinamizar... |
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Assim, os
últimos 8 anos foram de crescimento e consolidação. Muito foi obtido de
prestigiante não só para nós mas também para a cidade: ·
a publicação, em 1996, da recolha de
depoimentos inéditos de realizadores portugueses como forma de comemorar o
centenário do cinema português (que mereceu do Director da Cinemateca a
afirmação “É um documento que fará história”!), ao qual chamámos “Os Bons da
Fita”; |
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a publicação do livro, também ele
pioneiro (ainda disponível para venda, por sinal...), sobre o cinema de António
Reis e Margarida Cordeiro – A Poesia da Terra, é o sub-título –, a propósito da
primeira itinerância que a Cinemateca Portuguesa organizou com um Cineclube,
isto no ano de 1997; |
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o recital, já agora também inédito
na carreira da actriz, que convidámos Eunice Muñoz a realizar sobre Cinema e
Poesia (em 1999), acompanhada por Pedro Caldeira Cabral; |
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os três concertos, também eles
inovadores, que desde 1995 o Cineclube de Faro desafiou Zé Eduardo a
concretizar – partitura original para acompanhamento ao vivo de “O Garoto”, de
Charlot, primeiro, e duas edições de “Canções de Filmes Portugueses”; |
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e que dizer da vinda a Faro dos
Taraf de Haïdouks, no âmbito de um ciclo de cinema cigano, que diabolizaram as
nossas almas, corações, emoções, transportando-nos ao mundo mágico da
insubmissão eterna e da irreverência permanente? |
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ou das ante-estreias de filmes
portugueses em Faro, como “O Fantasma”, de João Pedro Rodrigues, “Inquietude”,
de Manoel de Oliveira, “Quando Troveja”, de Manuel Mozos, “Fintar o Destino”,
de Fernando Vendrell, ou “Duplo Exílio”, de Artur Ribeiro? |
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isto para não falar dos muitos
outros realizadores que vieram apresentar os seus filmes entre nós; portugueses
foram João Botelho, João Mário Grilo, Joaquim Sapinho, António Cunha Telles,
Fernando Matos Silva, Rui Simões, Edgar Pêra, Jorge Silva Melo, Margarida Gil,
Pedro Costa, Graça Castanheira, Catarina Portas, Luís Brás, Luciana Fina e Olga
Ramos, Rosa Coutinho Cabral... e estrangeiros foram Amauri Tangará, Jean
Chabot, Catherine Martin, Olivier Ballande, e EMIR KUSTURICA - é verdade, em
1999! |
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os espectáculos musicais, outros
ainda, que temos promovido – Bruno Chevillon, a propósito de Pasolini, Anabela
Duarte, a propósito de Fassbinder; |
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ou, last but not the least,
os Encontros de Cinema (somos os únicos a realizá-los com periodicidade anual),
que vão já na sua 5ª edição e dos quais se preparam a 6ª, dedicada ao Cinema
como Arte Visual, para Dezembro deste ano. Alguns
números impressionam igualmente: estabilizámos nos 120 filmes por ano (em 1998
demos 164!!), numa média de 140 sessões; nos 600 sócios; nas 10.000 entradas por
ano. E convém não esquecer que Faro é uma cidade com cerca de 50.000
habitantes... |
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O estado da situação É sempre com prazer que encaramos este nosso trabalho “carola” e sem qualquer remuneração - para além da obtida pela satisfação de ter gente para ver os filmes, e debater os filmes, e aprender sobre filmes, e amar os filmes. |
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Somos parceiro fundador de um dos mais interessantes, corajosos, estimulantes e profícuos projectos (inédito a nível nacional, convém acentuar), o qual é “JCE-Juventude/Cinema/Escola”, da Direcção Regional de Educação do Algarve, que tem como objectivo ensinar cinema, de uma maneira sistemática e sequencial, nas escolas de 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário. Farol que alumiou outros trabalhos a este nível, infelizmente não sediados em dependências do Ministério da Educação mas em todo o caso feliz e previsivelmente ancorados em cineclubes: Viseu, Covilhã, Avanca e os mais que se seguem... |
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Em Abril de 2001, aos 45 anos, atingimos a maioridade cybernauta: inaugurámos este website, que teve a sua imagem renovada, pela mão de Eduardo Coutinho, em Abril de 2002. Ron Trevor é o webmaster, e que trabalheira lhe vamos dando! |
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Assim, estamos inevitavelmente sujeitos às contingências e flutuações das políticas culturais tanto da autarquia, como das restantes entidades públicas, e às suas quantas vezes questionáveis decisões - como foi o recente caso da autorização da destruição do Cinema Santo António, um símbolo da nossa cidade, o que infelizmente aconteceu contra a nossa vontade e luta no ano transacto. E como lutámos! E como estamos inconformados!
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SE OS SÓCIOS E AS ENTIDADES NÃO NOS ABANDONAREM, SOBREVIVEREMOS. |
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Ficou com curiosidade em saber mais?... |
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